O que a cirurgia de Datena revela sobre um perigo que avança sem sintomas: ‘Compromete’
Caso de Datena reacende debate sobre uma doença comum que afeta diretamente o coração e muitas vezes evolui sem sintomas; entenda

A recente cirurgia cardíaca realizada por José Luiz Datena, em São Paulo, trouxe novamente à tona um tema importante e muitas vezes silencioso: a relação direta entre diabetes e doenças cardiovasculares. O apresentador já havia comentado publicamente sobre o diagnóstico da doença metabólica, condição que exige acompanhamento contínuo e atenção redobrada à saúde do coração.
Para esclarecer essa conexão, a CARAS Brasil conversou com a cardiologista Dra. Lívia Sant’Ana, que explica por que pessoas com diabetes apresentam maior risco de complicações cardíacas.
“A diabetes é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. Quando a glicemia permanece elevada por longos períodos, ela provoca inflamação crônica e lesões nas paredes dos vasos sanguíneos, favorecendo o acúmulo de placas de gordura e o entupimento das artérias”, explica a médica.
Por que o coração sofre mais em pacientes diabéticos?
Segundo a Dra. Lívia, o impacto da diabetes vai além do controle do açúcar no sangue: “O paciente diabético tem maior propensão a desenvolver aterosclerose, que é o endurecimento e estreitamento das artérias. Isso compromete o fluxo de sangue para o coração e pode levar a quadros como angina, infarto e à necessidade de procedimentos como angioplastia ou cirurgia de revascularização”, afirma.
Esse cenário ajuda a entender por que intervenções cardíacas são mais frequentes em pacientes com diabetes de longa data, como no caso de Datena.
“Muitas vezes, o problema cardíaco evolui de forma silenciosa. O diabético nem sempre sente sintomas clássicos, como dor no peito, o que torna o acompanhamento médico ainda mais essencial”, alerta. Além disso, a cardiologista destaca que o diabetes frequentemente vem associado a hipertensão, dislipidemia e obesidade, combinação que potencializa ainda mais o risco cardiovascular e sobrecarrega o coração ao longo dos anos.
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Alimentação e estilo de vida fazem diferença
Com formação também em Nutrologia, a especialista reforça que o tratamento vai muito além de medicamentos: “O controle da diabetes passa diretamente pela alimentação, pelo equilíbrio nutricional e pela mudança de hábitos. Uma dieta anti-inflamatória, associada à prática regular de atividade física, ajuda não só a controlar a glicemia, mas também a proteger o sistema cardiovascular”, explica.
Ela destaca ainda que pequenas mudanças podem gerar grandes impactos: “Reduzir o consumo de ultraprocessados, açúcar e gorduras ruins, priorizar fibras, proteínas de qualidade e gorduras boas é uma estratégia fundamental para diminuir o risco cardíaco”.
Prevenção é a chave
Para a cardiologista, o caso do apresentador serve como um alerta importante: “Cuidar da diabetes é cuidar do coração, e muitas vezes essa prevenção começa antes mesmo dos sintomas aparecerem. Check-ups regulares, exames cardiológicos e acompanhamento multidisciplinar são indispensáveis para reduzir riscos e evitar complicações mais graves”, finaliza Dra. Lívia Sant’Ana.
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