Neto revela que quase morreu por causa de doença e médico alerta: ‘O risco aumenta’

Apresentador da Band, Neto desabafou sobre diagnóstico grave que recebeu: 'Quase morri'

Neto
Neto no Os Donos da Bola, na Band (Foto: Reprdução/Band)

O apresentador Neto surpreendeu o público ao revelar, durante seu programa, que enfrentou um quadro severo de prostatite. A declaração emocionou os fãs pela gravidade do relato. “Eu tive prostatite… minha próstata inchou, precisei fazer cirurgia, se você não cuidar, vai acabar acontecendo o mesmo com você”, disse o ex-jogador, visivelmente abalado ao lembrar do episódio que, segundo ele, “quase lhe tirou a vida”.

Para entender o que está por trás desse tipo de inflamação e por que ela pode se tornar tão perigosa, CARAS Brasil conversa com o urologista Dr. Nelson Batezini, que reforça: “Os homens só procuram ajuda quando a dor aperta. E, muitas vezes, já é tarde demais.”

Segundo o especialista, a prostatite é uma inflamação da próstata que pode surgir de maneira súbita e agressiva, especialmente quando causada por bactérias.

“Quando a próstata inflama, ela incha dentro de um espaço muito pequeno. Isso comprime tudo ao redor e pode causar dor intensa, febre alta e até impedir o paciente de urinar. É uma situação que evolui rápido, e foi por isso que o caso do Neto ganhou tanta gravidade”, explica o urologista.

Ele destaca que a infecção pode começar de forma insidiosa, mas progredir de maneira abrupta. “A bactéria encontra um ambiente favorável quando há retenção de urina, esvaziamento incompleto da bexiga ou hábitos que passam despercebidos. O homem acha que é só ‘ardência’ — e quando vê, está internado”, afirma.

Sintomas da doença que quase matou o apresentador Neto

De acordo com o médico, os sintomas da prostatite são claros, mas frequentemente subestimados. “Quando o homem sente dor ao urinar, urgência para ir ao banheiro, jato fraco ou dor na base do abdome, isso não é normal. O corpo está avisando. O problema é que muitos preferem esperar passar e a prostatite não ‘passa sozinha’”, diz.

Ele acrescenta que a dor pélvica, a sensação de peso entre o escroto e o ânus e a febre repentina são sinais que indicam urgência médica. “Se surgirem calafrios, febre e mal-estar, a suspeita de prostatite aguda é praticamente certa e o risco de complicações aumenta muito”, alerta.

Quando a prostatite exige intervenção imediata

Dr. Batezini explica que o diagnóstico costuma envolver exames de urina, avaliação clínica e, às vezes, análise da secreção prostática. Mas o que define a urgência é a gravidade dos sintomas. “Quando a infecção é bacteriana, a evolução pode ser rápida. Algumas pessoas precisam de antibióticos fortes, outras de internação. Em situações extremas, como risco de abscesso ou obstrução urinária completa, a cirurgia, como aconteceu com o Neto, torna-se necessária”, esclarece.

Ele reforça que cada caso é único. “A prostatite não é uma doença ‘de receita pronta’. O tratamento depende da causa, da intensidade da inflamação e do momento em que o paciente chega ao consultório. Por isso, sempre digo: quanto mais cedo procurar ajuda, menor o sofrimento”, pontua.

Ao ser questionado sobre prevenção, o urologista é direto: “É simples, mas exige disciplina. Higiene, não segurar a urina, evitar infecções sexualmente transmissíveis e fazer acompanhamento regular com um urologista, sobretudo após os 40 anos. Isso evita a maioria das complicações”, finaliza.

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Dr. Nelson Batezini (CREMERS 26.958/RQE 23814) é médico urologista com ampla formação e atuação reconhecida na área de disfunções miccionais e urologia feminina. Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Nossa Senhora da Conceição e em Urologia no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Aperfeiçoou-se por meio de um fellowship em Disfunções Miccionais, Urologia Feminina e Urodinâmica na Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), onde também obteve seu doutorado em Urologia. Foi médico assistente do setor de Urologia Feminina e Urodinâmica da UNIFESP entre 2008 e 2011 e atualmente é preceptor da Residência Médica em Urologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.