Nando Reis relembra sofrimento com vício em álcool e médico explica: ‘Doença crônica’

Na última sexta-feira (20), Nando Reis revelou mais detalhes de sua luta contra o vício em álcool e confirmou ser membro do Alcoólicos Anônimos

O médico explicou mais detalhes da luta contra o vício de Nando Reis
O médico explicou mais detalhes da luta contra o vício de Nando Reis - Foto: Lorena Dini

Na última sexta-feira (20), durante sua participação no programa Sem Censura, da TV Brasil, Nando Reis (62) relembrou os perrengues que enfrentou durante sua luta contra o vício em bebidas alcoólicas. O cantor confirmou que a fase de negacionista da doença complicou ainda mais seu afastamento do álcool. Além de afirmar que é membro do Alcoólicos Anônimos, o artista explicou como essa condição impactou sua vida pessoal e profissional.

O alcoolismo, a doença que eu sofro, é estigmatizada, tem preconceito, falta de informação. Eu, com quase nove anos de sobriedade, me sinto seguro para tratar disso, sabe? Sou uma figura pública.Em inúmeras ocasiões, já me apresentei em estado lastimável, ou seja, fui identificado com isso. Fiquei estigmatizado também“, explicou.

Negacionismo é um negócio péssimo. A melhor coisa é aceitar, enfrentar. Enquanto neguei a mim que eu sofria de um problema, eu não consegui sair. E não quer dizer que só ter a consciência vá te garantir. É um negócio difícil pra caramba. Sofri muito, fiz sofrer. Não quero isso para ninguém“, disse.

Em entrevista à CARAS BrasilDr. José Fernandes Vilas explica que negar o alcoolismo é um dos principais fatores que impedem o início do tratamento: “Enquanto a pessoa não reconhece que há um problema real, ela não busca ajuda, não adere ao tratamento e muitas vezes segue em ciclos de recaída. Em muitos casos, só se procura auxílio quando os prejuízos já atingiram a saúde, os relacionamentos e a vida profissional de forma severa. O negacionismo adia o cuidado e aprofunda o sofrimento“.

O álcool tem efeito tóxico sobre o sistema nervoso central e o corpo como um todo. Na saúde mental, ele pode causar ou agravar depressão, ansiedade, insônia, alterações cognitivas e até quadros de psicose. No corpo, afeta o fígado, o coração, o sistema gastrointestinal e aumenta o risco de doenças como hipertensão, imunossupressão e alguns tipos de câncer. O uso contínuo afeta diretamente a qualidade de vida e a expectativa de vida“, acrescenta.

O psiquiatra ainda destaca que o alcoolismo não tem propriamente uma cura, mas formas de tratamento. “O alcoolismo é uma doença crônica. Não falamos exatamente em “cura”, mas em controle e remissão. Com tratamento adequado — que pode incluir abordagem médica, psicoterapia, suporte familiar e mudanças no estilo de vida — é possível manter a abstinência a longo prazo e recuperar o equilíbrio físico e emocional. Muitos pacientes conseguem viver plenamente sem álcool, mas a vigilância contínua é necessária“, finaliza sobre o caso do cantor.

 
 
 
 
 
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