Médico lista fatores de risco da doença do ex-apresentador da Globo: ‘85% dos casos’
Jonas Almeida passou por cirurgia delicada para retirar 20% do pulmão

Jonas Almeida (45), ex-apresentador da Globo, se recupera de uma cirurgia delicada em que retirou 20% do pulmão após diagnóstico de câncer. Ele, que ficou famoso por apresentar o programa Vanguarda Mix, da TV Vanguarda, afiliada da emissora carioca no Vale do Paraíba, interior de São Paulo, agora aguarda os próximos passos em busca da cura.
CARAS Brasil entrevista o Dr. Wesley Pereira Andrade, oncologista, que lista os principais fatores da doença que acomete o jornalista. De acordo com o especialista, o tipo de câncer que atinge o paciente é um dos mais comuns do mundo, com cerca de 2,3 milhões de casos por ano.
“O câncer de pulmão é um tumor maligno que se origina nos tecidos pulmonares, geralmente nas células que revestem os brônquios ou os alvéolos. Ele ocorre quando essas células passam a se multiplicar de forma descontrolada. O tabagismo é um dos principais fatores de risco”, afirma ele, que lista outros:
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Tabagismo ativo (responsável por até 85% dos casos)
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Tabagismo passivo
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Exposição ocupacional (asbesto, radônio, metais pesados)
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Histórico familiar de câncer de pulmão
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Poluição atmosférica
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Doenças pulmonares crônicas prévias, como DPOC
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Idade avançada (mais comum após os 60 anos)
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Mutações genéticas
O oncologista afirma que o câncer de pulmão que atinge Jonas não demonstra sintomas no início, o que passa despercebido pela maioria das pessoas, que descobrem mais tarde que são portadoras da doença. Por isso, check-up frequente é importante, já que o diagnóstico precoce proporciona maiores chances de cura. Veja os principais:
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Tosse persistente
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Dor torácica
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Falta de ar
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Rouquidão
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Escarro com sangue (hemoptise)
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Perda de peso inexplicada
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Fadiga
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Infecções pulmonares de repetição
Apesar de grave, o câncer de pulmão diagnosticado no ex-apresentador da Globo tem cura. “Existe possibilidade de cura, principalmente quando o câncer é diagnosticado precocemente e tratado de forma adequada. Nos casos mais avançados, embora a cura completa seja mais difícil, os tratamentos modernos têm proporcionado melhora significativa na qualidade de vida e aumento da sobrevida”, finaliza.