Médico explica recuperação de Tony Ramos após cirurgias no cérebro: ‘Manter atenção’
Tony Ramos comemorou seu retorno às novelas um ano após se submeter a duas cirurgias no cérebro após descobrir um aneurisma e uma convulsão

Há um ano, Tony Ramos (76) precisou se submeter a uma cirurgia no cérebro após ser internado às pressas ao descobrir um aneurisma. Logo depois, passou por uma segunda operação ao sofrer uma convulsão. Apesar do susto, o ator não deixou de lado sua carreira profissional. Meses depois, o artista comemora seu retorno às novelas ao estrear em Dona de Mim, próxima novela das sete da Globo.
Em entrevista à CARAS Brasil, Dr. Segio Jordy fala sobre a recuperação do ator após as duas cirurgias no cérebro. “O processo de recuperação de uma cirurgia de aneurisma depende muito da cirurgia (…) No caso da cirurgia após a ruptura, a recuperação pode ser lenta, exigindo reabilitação motora e cognitiva e acompanhamento multidisciplinar com fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, entre outros. Ao passo que, quando a abordagem cirúrgica é feita antes do aneurisma se romper, é geralmente completa e rápida“, aponta.
Depois da primeira cirurgia, Tony Ramos precisou ser submetido a uma segunda operação após sofrer uma convulsão. O neurologista explica os motivos que podem ter levado a esse quadro: “Pode ocorrer por principalmente três motivos: irritação pelo próprio sangue que causa no tecido cerebral após o sangramento, a própria lesão ao tecido cerebral decorrente da ruptura do aneurisma ou efeito colateral da cirurgia, que podem causar alteração da atividade elétrica cerebral e causar crises convulsivas“.
“Às vezes, o paciente pode ter complicações como coágulo residual, hidrocefalia, ou complicações secundárias como infecção ou hematoma, necessitando de outras intervenções cirúrgicas para tratá-las e aumentando o risco de apresentar infecções, novos sangramentos, isquemia cerebral, déficits neurológicos e epilepsia secundária à intervenção cirúrgica“, acrescenta.
Apesar disso, o ator se recuperou rapidamente das duas cirurgias no cérebro e pôde retomar suas atividades profissionais. À CARAS Brasil, o especialista destaca quais as indicações médicas a serem seguidas mesmo após tantos meses. “Após um ano, o paciente necessita permanecer sempre em acompanhamento para controle das crises convulsivas, controle vascular para avaliar risco de novos aneurismas, manter atenção a sintomas psicológicos e cognitivos, além de controle de pressão, colesterol, alimentação, hábitos de vida, entre outros“, finaliza.
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