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Médico explica os perigos de uma picada de vespa-do-cão após caso de ex-Globo: ‘Fatal’

Ex-apresentador da Globo, André Marques foi surpreendido com picada potente de inseto nos bastidores de reality

André Marques
André Marques levou picada de uma vespa durante o No Limite (Foto: Reprodução/Instagram)

André Marques (45) deixou os fãs preocupados após levar uma picada de vespa-do-cão nos bastidores do reality show No Limite, em maio de 2021. Na época, o apresentador relatou forte dor local e precisou de atendimento médico para evitar consequências de uma possível reação alérgica.

CARAS Brasil entrevista a Dra. Brianna Nicoletti, médica alergista e imunologista, sobre os principais fatores graves que uma picada por um inseto como esse pode causar em um ser humano. Segundo a especialista, o fechamento das vias aéreas pode resultar em um choque.

“A anafilaxia acontece quando o sistema imunológico reage de forma exagerada ao veneno, liberando grandes quantidades de histamina e outros mediadores. Isso pode levar a queda brusca da pressão arterial, edema de glote (fechamento da garganta) e falência respiratória. Mesmo uma única picada pode ser fatal em indivíduos alérgicos. Quem já teve reação grave anteriormente tem risco muito maior de repetir”, alerta.

Segundo a médica, a reação da picada potente de um inseto como a vespa é diferente entre crianças e adultos. “Crianças costumam ter reações locais maiores e mais chamativas, mas anafilaxia é relativamente menos comum. Adultos podem ter reações locais menores, mas com risco maior de reações sistêmicas graves. Portanto, não dá para minimizar em nenhuma faixa etária; em ambas, é necessária vigilância”, diz.

De acordo com Brianna, os primeiros cuidados após a picada devem ser imediatos para amenizar os riscos. “Lavar bem o local com água e sabão para reduzir risco de infecção, aplicar compressa fria ou gelo envolto em pano por 15 minutos para aliviar dor e inchaço, manter a área elevada, se possível, e observar o paciente por pelo menos 30 minutos após a picada, porque reações graves podem aparecer nesse intervalo”, orienta.

Apesar de ser um dos primeiros mecanismos após a picada, não é recomendado coçar a região. “Coçar pode aumentar a inflamação, abrir pequenas feridas e facilitar a entrada de bactérias”, conta a médica, que recomenda o uso de compressa fria, cremes calmantes com corticoide ou anti-histamínico (se prescritos por médico) e antialérgico oral em casos de coceira intensa, conforme orientação médica.

Dra. Brianna Nicoletti é médica (CRM 113.368) com 21 anos de experiência. Graduada pela PUC Campinas, possui especialização em Alergia e Imunologia pela USP. Fez residência de medicina interna na Unicamp (2006), além de residência médica em Alergia e Imunologia na USP (2009). Também é Médica Especialista em Alergia e Imunologia do Corpo Clínico referenciada pelo Hospital Israelita Albert Einstein há 10 anos.