Médico explica luto de Cissa Guimarães após morte do filho: ‘Dor aguda
Na última quinta-feira (22), Cissa Guimarães chamou a atenção dos internautas ao falar sobre o processo de luto envolvendo a morte de seu filho

Na última quinta-feira (22), Cissa Guimarães (68) esteve no Conversa com Bial, do GNT, e chamou a atenção dos fãs ao falar sobre a morte trágica de seu filho, Rafael Mascarenhas. A atriz falou sobre o processo de luto e relembrou o momento em que o jovem foi atropelado, destacando que não consegue enxergar tudo isso como uma “perda”.
Em entrevista à CARAS Brasil, Dr. José Fernandes Vilas destaca que o luto é uma das experiências emocionais mais intensas e transformadoras que um ser humano pode viver: “Ele não afeta apenas a esfera emocional, mas também o corpo físico, o cérebro e a bioquímica. Estudos em neurociência mostram que o luto ativa áreas cerebrais associadas à dor física, como o córtex cingulado anterior e a ínsula“.
“Além disso, pode gerar um estado inflamatório no corpo, afetando o sistema imunológico, aumentando o risco de doenças cardiovasculares, depressão, ansiedade e até transtornos do sono. Psicologicamente, o luto representa uma reorganização interna — um processo de reconstrução de identidade, de rotinas e de sentido de vida sem a presença da pessoa amada“, acrescenta.
O psiquiatra ainda ressalta que o fato de o acidente envolvendo a morte do filho de Cissa Guimarães ter acontecido há cerca de quinze anos não é sinônimo de cura. “O tempo, por si só, não cura. Ele oferece oportunidade. E é exatamente no que fazemos durante esse tempo que reside a verdadeira transformação. Pesquisas mostram que, com o passar dos anos, o cérebro tem a capacidade de se reorganizar — um fenômeno chamado de neuroplasticidade“, diz.
“Isso significa que as redes neurais associadas à dor aguda da perda podem, pouco a pouco, ser substituídas por redes ligadas à gratidão pelas memórias, ao amor e ao legado deixado pela pessoa que partiu. Quinze anos depois, é natural que haja mais espaço interno para falar sobre o assunto, não porque a dor desapareceu, mas porque ela encontrou lugar, significado e acolhimento dentro da própria história de vida“, finaliza.
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