Médico analisa relação entre Dança dos Famosos e crise na coluna de Fernanda Paes Leme
Fernanda Paes Leme precisou de atendimento médico durante a última madrugada

Fernanda Paes Leme (42) viveu uma madrugada de susto nesta segunda-feira, 22. A atriz, que se divide entre a vida pessoal e os compromissos profissionais, relatou ter sentido fortes dores na coluna e precisou buscar atendimento médico de urgência. O episódio mobilizou fãs e amigos, que se mostraram preocupados com seu estado de saúde.
Sempre muito ativa, Fernanda recentemente participou da Dança dos Famosos, quadro do Domingão com Huck, no qual demonstrou entrega e dedicação durante os ensaios. A intensidade dos treinos, no entanto, pode ter contribuído para o episódio vivido pela artista. Quem explica é o ortopedista e especialista da coluna, Dr. Guilherme Henrique Porceban, ouvido pela CARAS Brasil.
“Pode, sim, como fator de sobrecarga. Treinos intensos de dança envolvem ciclos repetidos de flexão, extensão e rotação, saltos e, às vezes, carregamento de parceiro, o que aumenta a demanda sobre discos, facetas e musculatura estabilizadora. Se houve aumento rápido do volume de treino, técnica ainda em adaptação ou recuperação insuficiente, essas microirritações se somam e deixam a coluna mais ‘reativa’, a ponto de travar em um gesto simples na madrugada. Ao mesmo tempo, a dança bem dosada fortalece o core e protege a coluna. Sem avaliação clínica e, se necessário, imagem, dá para dizer que é um possível contribuinte, não a única causa”, esclarece.
A dor na coluna é uma queixa recorrente entre pessoas de diferentes faixas etárias, mas nem sempre o tratamento exige procedimentos mais complexos. Questionado sobre a possibilidade de cirurgia, o especialista explica que esse recurso é reservado apenas a casos mais graves.
“Cirurgia é exceção e tem indicações claras. Entra em cena diante de déficit neurológico significativo ou progressivo, como pé caído ou fraqueza importante, sinais de compressão da cauda equina, dor intensa com dormência em ‘sela’ e alterações urinárias ou intestinais, dor ciática por hérnia de disco que permanece incapacitante apesar de um tratamento conservador bem conduzido por 6 a 12 semanas com correlação clara na ressonância, estenose lombar severa com limitação marcada para caminhar e casos de instabilidade, fraturas, tumores ou infecções. Fora desses cenários, a grande maioria melhora com medidas não cirúrgicas”, completa o médico