Médico alerta sobre fissura de Ludmilla: ‘Técnica’

O Dr. Carlos Cedano alertou sobre uma fissura que a cantora Ludmilla sofreu em 2024; saiba tudo

Ludmilla mostra dedinho do pé enfaixado
Ludmilla com o dedinho do pé enfaixado (Foto: Reprodução/Instagram @ludmilla)

Ludmilla (30) sofreu uma fissura no dedinho do pé no ano de 2024 após uma brincadeira com seu irmão. A dona do Numanice contou nas redes sociais, na época do ocorrido: “Vocês não sabem o que aconteceu, eu joguei futebol com o Vinicius Jr. e um bando de gente e eu não quebrei nenhuma unha. Ontem, eu estava brincando com meu irmão e olha o que aconteceu”. Em entrevista à CARAS Brasil, o ortopedista Dr. Carlos Cedano alertou sobre este tipo de ferimento.

O que é uma fissura?

Fissuras se caracterizam por cortes, rachaduras ou lacerações. O Dr. Carlos explicou: “O termo fissura não é um termo técnico mas se referre a uma fratura incompleta do osso. Ou seja, o osso começou a quebrar, mas essa fratura não se completou, permanecendo uma parte da parede dele integra. Por ser incompleta, a fratura não tem desvio e é geralmente estável.”

Sobre o caso de Ludmilla, ele alerta: “No caso dela, trata-se de uma fratura de excelente prognóstico,  que dispensa cirurgia e necessita apenas imobilização parcial,  usando-se uma técnica chamada esparadrapagem, onde o dedo fraturado é imobilizado junto a um ou dois dedos do lado, que dão maior estabilidade e proteção a ele.” 

A recuperação

Ludmilla, ainda na época, tranquilizou seus fãs e afirmou que não havia quebrado nada, apenas enfaixado. O Dr. Carlos pontua: “O tempo de imobilização varia de 4 a 6 semanas e nesse meio tempo são realizadas novas radiografias periodicamente para ter certeza que a fratura não se completou ou desviou. É incomum e só acontece se houver um novo trauma ou por ter forçado demais.”

De modo geral, o médico avalia que não é necessário uma paralisação de agenda de shows, como em casos que envolvem artistas. É necessário alguns cuidados: “Não é preciso realizar repouso absoluto e o paciente geralmente é liberado para andar, devendo evitar esportes e forçar o pé, como ficar na ponta dos pés. Artistas podem continuar fazendo shows, desde que fiquem mais parados no palco,sem pular ou dançar e preferencialmente sentados. Longos períodos de pé podem ser desconfortáveis no início do tratamento.”

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Dr. Carlos Cedano é médico (CRM 84.635 SP) formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em Ortopedia, Traumatologia (RQE 63980), Cirurgia da Mão e Microcirurgia pelo HC / USP. Com MBA em Gestão em Saúde pelo Einstein/Insper é Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão e Examinador na prova para obtenção do Título de Ortopedia pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Atualmente é Coordenador da equipe de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Regional de Cotia e Coordenador da Residência Médica de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Regional de Cotia. Preceptor do Curso de Ortopedia da Universidade Cidade de São Paulo (UNICID) e atende em consultório particular em Alphaville, em SP. @drcarloscedano