Médico alerta para consequências do diagnóstico de Paula Fernandes: ‘O risco pode aumentar’
Paula Fernandes revelou ao público um diagnóstico e deu detalhes sobre os sintomas da doença; em entrevista à CARAS Brasil, o Dr. Guilherme Rossoni avalia o caso

Há alguns anos, Paula Fernandes revelou ao público o diagnóstico de enxaqueca crônica, a cantora confessou ter passado muito tempo sofrendo com a doença. Para entender mais sobre o assunto, a CARAS Brasil entrevista o Dr. Guilherme Rossoni, médico neurocirurgião.
“Eu sofri anos com isso e, por acaso, alguém me falou deste tratamento aqui em São Paulo e, prontamente, eu fui […], depois que eu comecei o tratamento, minha vida é outra!”, disse a famosa no Sabadou com Virginia.
Opinião do médico neurocirurgião
O Dr. Guilherme Rossoni, neurocirurgião formado em medicina pela Universidade Federal do Espírito Santo e com residência médica em Neurocirurgia pelo Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo, afirma que a enxaqueca crônica é uma condição neurológica.
“[Ela é] a caracterizada por dores de cabeça frequentes, que acontecem em 15 dias ou mais por mês, por pelo menos três meses, sendo que em parte desses dias a dor tem características típicas de enxaqueca”, declara.
Quais são os sinais?
Os sinais mais comuns são:
- Dor de cabeça intensa e persistente, geralmente aquelas que ficam pulsando, que pode atingir um ou os dois lados da cabeça;
- Muito comum vir acompanhada de náuseas;
- Vômitos;
- Sensibilidade a luz, ao som e aos cheiros;
- Cansaço extremo;
- Dificuldade de concentração.
- Alterações visuais chamadas de aura, em alguns casos
Dados que chamam a atenção
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima haver no mundo 1 bilhão de pessoas com enxaqueca. Cerca de 20 milhões delas sofrem de enxaqueca crônica. O neurocirurgião destaca a relação da enxaqueca e do AVC.
“Existe sim uma associação, principalmente em pessoas que têm enxaqueca com aura, que são essas alterações visuais. Essa relação acontece porque a enxaqueca envolve alterações na circulação cerebral e na atividade elétrica do cérebro, além de fatores inflamatórios. Quando somamos isso a outros fatores de risco, como tabagismo, uso de anticoncepcional hormonal, hipertensão ou sedentarismo, o risco pode aumentar. Por isso o acompanhamento médico é fundamental”, esclarece.
Não é só uma dor de cabeça
O médico reforça que o tratamento é individualizado e depende de cada paciente. O Dr. Guilherme Rossoni também alerta para o impacto que o diagnóstico pode ter no cotidiano.
“Eu diria que a dor da enxaqueca costuma ser incapacitante. Muitos pacientes não conseguem trabalhar, estudar ou manter a rotina normal durante essas crises. Não é exagero dizer que a enxaqueca impacta diretamente a qualidade de vida física, emocional e social”, finaliza ao analisar casos como da cantora.
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