Médica expõe riscos da doença que matou ator da Globo: ‘Não tem cura’
Astro da Globo que trabalhou na novela O Cravo e a Rosa lutou contra doença por décadas e seguia tratamento para manter qualidade de vida nos últimos anos

O ator Pedro Paulo Rangel, que brilhou em dezenas de novelas, como O Cravo e a Rosa (2000) e Belíssima (2005), morreu aos 74 anos, em dezembro de 2022, vítima da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Ele lutou contra a condição durante décadas e acredita-se que o fato de ter fumado até 1998 tenha contribuído para o diagnóstico.
Para entender o que é a DPOC e como tratá-la, CARAS Brasil conversa com a Dra. Cibele Spinelli, médica nutróloga. Segundo ela, a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica é uma condição respiratória que dificulta a passagem de ar pelos pulmões, provocando falta de ar, tosse crônica e fadiga.
A especialista afirma que as principais causas estão relacionadas ao tabagismo (ativo e passivo), à exposição à fumaça de lenha ou poluentes e, em menor número de casos, a fatores genéticos, como a deficiência de alfa-1 antitripsina.
“A DPOC não tem cura, mas tem tratamento. Com cessação do tabagismo, uso correto das medicações, reabilitação pulmonar, exercícios adaptados e dieta adequada, é possível reduzir sintomas, prevenir crises e manter autonomia e qualidade de vida”, diz a médica.
A Dra. Cibele explica que a internação de pacientes com a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica geralmente ocorre em situações de exacerbação aguda, como infecções respiratórias graves (pneumonia, bronquite aguda) e crises de falta de ar intensa, com queda da saturação de oxigênio. A produção de escarro purulento, febre, dor no peito, perda rápida de peso e fraqueza extrema também são fatores determinantes. “Nesses casos, o suporte hospitalar é necessário para estabilizar o paciente”, explica.
A nutróloga ainda destaca os principais desafios nutricionais para quem vive com DPOC. “A perda de apetite devido ao cansaço ou desconforto respiratório, dificuldade em ganhar peso saudável, sarcopenia (perda de massa muscular), que piora a fadiga e reduz a tolerância ao esforço, além de deficiências de micronutrientes importantes para o sistema imune e para os músculos. Por isso, muitas vezes é necessário usar estratégias como refeições menores e mais frequentes, shakes proteicos ou suplementos específicos”, fala.