Médica expõe detalhe por trás do desabafo de Key Alves após o nascimento da filha

Key Alves fez um desabafo intenso em suas redes sociais após o nascimento da sua primeira filha, Rosamaria

Médica expõe detalhe por trás do desabafo de Key Alves após o nascimento da filha
Médica expõe detalhe por trás do desabafo de Key Alves após o nascimento da filha - Reprodução/Instagram

Key Alves deu à luz Rosamaria, sua primeira filha, no último dia 26 de dezembro. Com 25 anos, a jogadora de vôlei e ex-BBB fez um desabafo difícil, mostrando a realidade por trás do puerpério.

“Bom dia, quase duas da tarde e eu dando ‘bom dia’. Essa é a minha situação, acabada! Bora de café e reagir. Vou reagir, tomar um banho, arrumar esse cabelo, botar um brinco e limpar os peitos que estão todos vazados de leite. Puerpério é tenso, mas vamos conseguir”, disse, no seu perfil do Instagram, no último sábado, 3 de janeiro.

Key ainda foi sincera ao relatar choro. Segundo ela, não está sendo fácil cuidar da bebê sozinha.

“Ontem foi muito difícil, chorei o dia todo. Os pensamentos eram todos negativos, que ia dar tudo errado, o que eu estava fazendo da minha vida… Muita gente comentou: ‘Nossa, ela que é rica está passando por isso, imagina a gente que é pobre. Não é sobre dinheiro, é sobre ser mãe, todos os dias amamentar e cuidar. É bem complicado. Vou mostrar a realidade”.

“Estou com (olheiras) roxas, andando com as tetas de fora e andando de fralda até agora. Estou destruída porque estou me dedicando 100% a cuidar da minha filha. Podia contratar duas babás. Vai ter, mas não vai ser agora porque no primeiro mês o bebê precisa da mãe. Então, estou surtando, destruída e tem gente que fala que vou sentir falta desta fralda ainda”.

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Alerta importante: depressão pós-parto

A CARAS Brasil conversou com a médica psiquiatra Dra. Maria Fernanda Caliani, que fez um alerta para uma condição difícil, mas comum, após o nascimento de um filho: a depressão pós-parto.

“A depressão pós-parto pode afetar profundamente o vínculo entre mãe e bebê, dificultando o cuidado, o afeto e a leitura das necessidades da criança. Além disso, pode gerar tensão no relacionamento conjugal, sentimentos de inadequação e isolamento social”.

Segundo a especialista, quando não tratada, a depressão pós-parto pode comprometer não apenas a saúde mental da mãe, mas também o desenvolvimento emocional e cognitivo do bebê. A boa notícia é que, com apoio adequado, a recuperação é possível, e o vínculo pode ser reconstruído com amor, paciência e suporte.

“Pode surgir semanas ou até meses após o parto e se manifesta com tristeza persistente, perda de interesse, exaustão extrema, culpa, rejeição ao bebê ou dificuldade em estabelecer o vínculo materno. O diagnóstico e tratamento precoces fazem toda a diferença para o bem-estar da mãe e da família”, completou.

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Dra. Maria Fernanda Caliani é médica psiquiatra graduada e especializada em psiquiatria pela Faculdade de Medicina de Marília, em SP. Possui experiências médicas internacionais no currículo, incluindo estágio em psiquiatria hospitalar no Hospital Universitário Miguel Servet, de Zaragoza, na Espanha. Fez aprimoramento em Terapia Cognitivo Comportamental no Instituto de Psiquiatria da USP e atua como terapeuta na área. Foi a chefe da psiquiatria do PS Lapa/SPDM, foi chefe do departamento de psiquiatria do Hospital Geral de Pirajussara/SPDM. É membro efetiva da Associação Brasileira de Psiquiatria.