A morte do ator Edward Boggiss, que atuou no seriado Sandy & Junior e na novela Malhação, ambos da Globo, comoveu os brasileiros nesta quinta-feira, 9. O astro faleceu aos 49 anos de idade na última quarta-feira, 8, e seu velório aconteceu nesta quinta-feira. A família não revelou a causa da morte dele, mas o próprio artista já tinha contado publicamente que estava lutando contra o câncer.
Em uma entrevista para a TV Alfenas, em Minas Gerais, em 2025, o ator contou que fazia o tratamento contra um câncer no sistema de orofaringe e no sistema pulmonar, que estava em estágio 4 e foi diagnosticado em 2024. “Estou com câncer no sistema de orofaringe e no sistema pulmonar. Estou fazendo tratamento, quimioterapia e tudo. É bem cansativo”, disse ele, na época.
Opinião médica sobre o diagnóstico oncológico
Depois da notícia da morte de Edward Boggiss, a oncologista Mariana Laloni, diretora técnica da Oncoclínicas, explicou os principais sinais de alerta de tumores relacionados ao aparelho respiratório, como foi o caso do ator falecido. “Os sinais de alerta são tosse, falta de ar e dor no peito. Outros sintomas inespecíficos também podem surgir, entre eles perda de peso e fraqueza. Em poucos casos, cerca de 15%, o tumor é diagnosticado por acaso, quando o paciente realiza exames por outros motivos. Por isso, a atenção aos primeiros sintomas é essencial para que seja realizado o diagnóstico precoce da doença, o que contribui amplamente para o sucesso do tratamento“, disse ela.
As causas mais comuns dos tumores de orofaringe e de pulmão
Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar cerca de 12.260 novos casos de câncer da cavidade oral e orofaringe por ano no triênio 2026-2028. Estudos também indicam que, entre 2030 e 2040, aproximadamente metade dos tumores de orofaringe poderá estar relacionada à infecção pelo HPV, enquanto a outra metade continuará associada principalmente ao tabagismo.
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“O aumento dos casos de tumores de orofaringe relacionados ao HPV reforça a importância de ampliar a informação sobre prevenção, principalmente entre os homens. A vacinação e o acompanhamento médico são estratégias fundamentais para reduzir o risco de desenvolvimento desses tumores”, explicou Isabella Favato, oncologista.
O câncer de pulmão continua sendo um dos tumores de maior impacto em saúde pública. O INCA estima 35.380 novos casos de câncer de traqueia, brônquios e pulmão por ano no Brasil no triênio 2026-2028. O tabagismo permanece como o principal fator de risco, estando relacionado à origem de cerca de 90% dos casos da doença no mundo e aumentando em aproximadamente 20 vezes o risco de seu desenvolvimento. Como consequência, os tumores pulmonares seguem liderando o ranking de mortalidade por câncer em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
As chances de tratamento e o controle da doença são diretamente impactados pelo diagnóstico precoce tanto no câncer de pulmão quanto no de orofaringe, apesar de ambos possuírem diferentes fatores de risco. De acordo com reforço de especialistas, buscar uma avaliação médica ao notar sintomas persistentes, manter em dia a vacinação contra o HPV e evitar o tabagismo são atitudes preventivas que permanecem como as estratégias fundamentais para favorecer a descoberta em estágios iniciais e diminuir a incidência dessas enfermidades.
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