Médica explica diagnóstico de Claudia Raia e alerta para ação rápida: ‘Inchaço súbito’
A atriz Claudia Raia recebeu um diagnóstico preocupação em que é preciso ter ação rápida sobre ajuda médica

Em abril deste ano a atriz Claudia Raia foi surpreendida com uma reação alérgica nos bastidores do show de 60 anos da Globo. Enquanto se preparava para subir no palco, a estrela teve um angioedema, o que provocou inchaço dos tecidos e mucosas.
CARAS Brasil conversa com a Dra. Brianna Nicoletti, médica alergista e imunologista, que explica que o angioedema é um inchaço súbito e localizado, que atinge camadas mais profundas da pele e mucosas.
“Diferente da urticária, que aparece como manchas vermelhas superficiais, o angioedema deixa a pele lisa, tensa, inchada e geralmente dolorida ou com sensação de calor. Os locais mais comuns são pálpebras, lábios, rosto, mãos, pés e genitália. Também pode atingir vias aéreas (língua, glote, laringe) ou o trato gastrointestinal”, afirma.
A médica destaca uma das possíveis causas é uma reação a produtos cosméticos. “Maquiagem ou algum produto de pele, já que ela comentou que estava em uma rotina de gravações. Mas é importante lembrar que existem outros tipos”, alerta.
- Induzido por medicamentos: especialmente anti-hipertensivos do grupo IECA (enalapril, captopril etc.), anti-inflamatórios comuns e até alguns antidiabéticos.
- Hereditário: genético, raro, não melhora com antialérgicos e exige tratamento específico.
- Idiopático: quando não conseguimos identificar um gatilho claro.
“No caso da Claudia, o angioedema ficou restrito ao rosto e olhos, um quadro desconfortável, mas sem sinais públicos de risco imediato.Entretanto, é fundamental reforçar para o público que, se o inchaço atingir língua, garganta ou causar dificuldade para respirar/deglutir, pode ser uma emergência médica, pois há risco de obstrução de vias aéreas”, diz.
Segundo a especialista, o tratamento para o diagnóstico recebido pela a atriz é uso de medicamentos recomendados pelo médico alergista. É importante ter ação rápida para que o profissional avalie o caso e recomende o melhor tipo de tratamento.
“Angioedema alérgico: responde a anti-histamínicos e, se necessário, corticoides. Em casos mais graves, pode precisar de adrenalina (quando há anafilaxia associada). Induzido por medicamentos: suspender a droga é essencial. Hereditário: usa medicações específicas como C1 inibidor, icatibanto ou lanadelumabe. Sempre requer avaliação de um alergista/imunologista para investigar a causa e orientar prevenção”, finaliza.