Médica alerta sobre diagnóstico de Gigi Hadid, angel da Victoria’s Secret: ‘Não tem cura’
Gigi Hadid desfilou no Victoria’s Secret Fashion Show, em Nova York, na quarta-feira, 15.

A supermodelo Gigi Hadid (30) surpreendeu os fãs ao relembrar sua trajetória com a síndrome de Hashimoto, doença autoimune que afeta a tireoide e pode alterar o metabolismo. O diagnóstico, segundo ela, mudou completamente a forma como compreende seu corpo e sua relação com a carreira.
“Quando eu comecei [a trabalhar] aos 17 anos, ainda não tinha sido diagnosticada com a síndrome de Hashimoto. Aqueles que falavam que eu era ‘muito gorda para ser modelo’ estavam vendo na verdade [o resultado de] inflamação e retenção de líquido. Ao longo dos anos, fui medicada para reduzir os sintomas. Não apenas esses [ganho de peso devido inflamação e retenção de líquido], mas também cansaço extremo, questões de metabolismo, capacidade de lidar com calor, etc”, escreveu a top em um desabafo nas redes sociais.
Para entender melhor a condição, CARAS Brasil entrevista a médica nutróloga Cibele Spinelli, que explica o que é a tireoidite de Hashimoto. “É uma doença autoimune em que o próprio sistema imunológico passa a atacar a tireoide, levando a um processo inflamatório crônico. Com o tempo, a glândula pode produzir menos hormônios tireoidianos (T4 e T3), desacelerando funções do corpo: metabolismo, temperatura, intestino, pele, cabelos, humor e cognição”, detalha.
A especialista ressalta que o distúrbio é mais comum entre mulheres, especialmente em faixas etárias próximas à de Gigi. “Sim. O Hashimoto é 7 a 10 vezes mais frequente em mulheres e pode surgir dos 20 aos 50 anos, inclusive em mulheres jovens. Também é comum no pós-parto, quando há oscilação imunológica”, explica.
Entre os sintomas mais relatados estão fadiga persistente, dificuldade para perder peso, queda de cabelo, pele seca, constipação, sensibilidade ao frio e alterações de humor. Em alguns casos, a glândula pode até aumentar de tamanho, formando o chamado bócio.
Apesar de não ter cura, o Hashimoto pode ser controlado com acompanhamento médico e ajustes no estilo de vida. “A Hashimoto é uma condição crônica, não tem cura, mas tem controle. Muitas pessoas ficam sem sintomas com o tratamento correto, que pode incluir levotiroxina (quando há hipotireoidismo) e estratégias de nutrição e estilo de vida. Acompanhamento regular é essencial”, afirma Cibele.
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