Bem-estar e Saúde / O QUE ELA TEM?

Médica alerta para diagnóstico após caso de Patrícia Poeta: ‘A mulher sofre todo mês’

Patrícia Poeta desabafou sobre sua saúde e revelou um diagnóstico; em entrevista à CARAS Brasil, a Dra. Ana Paula Fonseca avalia o caso

Patrícia Poeta operou após o diagnóstico de sinusite crônica
Em 2022, Patrícia Poeta revelou o diagnóstico de endometriose - Foto: Reprodução/Instagram @patriciapoeta

A apresentadora Patrícia Poeta tornou pública uma informação sobre sua saúde e revelou ao público o diagnóstico de endometriose. No ano de 2022, a comunicadora deu detalhes ao público como descobriu a condição, desabando os sintomas.

“Descobri recentemente que tenho endometriose […] Às vezes temos essa dor, às vezes não se manifesta tanto e vai descobrir lá na frente. Às vezes as mulheres demoram 40 anos para descobrir, que foi o meu caso. Às vezes é uma dor insuportável”, detalhou Patrícia Poeta em 2022.

Opinião da médica ginecologista

Para entender mais sobre o assunto, a CARAS Brasil entrevista a Dra. Ana Paula Fonseca, especialista no tratamento de distúrbios menstruais, miomas, síndrome dos ovários policísticos (SOP), cistos ovarianos.

Segundo a profissional, endometriose é uma doença inflamatória crônica que acontece quando o tecido semelhante ao endométrio (que é o revestimento do útero) cresce fora do útero.

“A endometriose é uma condição crônica e inflamatória que pode piorar com o tempo, causando dores cada vez mais intensas, alterações intestinais ou urinárias e até impacto na fertilidade”, declara.

Diagnóstico precoce é fundamental

Segundo informações do Ministério da Saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem registrado um aumento significativo nos atendimentos na atenção primária relacionados ao diagnóstico da endometriose. Em 2022, foram realizados 82.693 atendimentos, número que subiu para 115.765 em 2023.

A Dra. Ana Paula Fonseca, médica ginecologista, aponta a importância do diagnóstico precoce.

“Quando o diagnóstico é feito precocemente, conseguimos evitar a progressão da doença. Quanto antes identificamos, mais cedo conseguimos intervir de forma adequada e preservar a qualidade de vida da paciente”, diz.

Quais os sintomas?

Os sintomas mais comuns incluem:

  • Dores pélvicas que podem surgir antes e durante a menstruação;
  • Dor durante as relações sexuais;
  • Sangramentos menstruais intensos;
  • Dificuldade para engravidar;
  • Em alguns casos, alterações intestinais ou urinárias durante o ciclo;

“O diagnóstico precoce ajuda, e muito ,a minimizar os sintomas. Com o diagnóstico correto, conseguimos indicar o tratamento mais adequado para cada mulher, seja clínico, hormonal ou, em alguns casos, cirúrgico. Isso reduz dor pélvica, cólicas intensas, dor na relação sexual e outros sintomas que muitas vezes são normalizados, mas não deveriam ser”, aponta.

Existe tratamento

A Dra. Ana Paula Fonseca reforça que cada caso é individual e exige acompanhamento com um especialista. O tratamento depende da intensidade dos sintomas, da localização das lesões e pode envolver estratégias diversas orientadas por um médico.

“O tratamento precoce ajuda a controlar a inflamação e a evitar que as lesões avancem. Dor menstrual intensa não é normal. Quando a mulher sofre todo mês, isso precisa ser investigado”, finaliza a médica ao analisar casos como da apresentadora.

Leia mais: Patrícia Poeta inicia um novo capítulo: ‘Compromisso que assumi comigo mesma para 2026’

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Ana Paula Fonseca (CRM-PA 9027 | RQE 3929) é médica ginecologista e obstetra com sólida atuação em saúde de adolescentes e mulheres. Graduada pela Universidade do Estado do Pará (UEPA) em 2007, concluiu residência médica em Ginecologia e Obstetrícia na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, onde atuou por 11 anos. Com ampla experiência em instituições renomadas como Unimed Belém, Fundação Hospital das Clínicas Gaspar Viana, Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, e Hospital Adventista de Belém, a Dra. Ana Paula é referência no tratamento de distúrbios menstruais, miomas, síndrome dos ovários policísticos (SOP), cistos ovarianos e no atendimento de adolescentes e mulheres em um atendimento acolhedor e humanizado. Além da prática clínica, também se dedica ao ensino médico no Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA).