MC Mirella e Viih Tube: Especialista fala sobre exposição de filhos nas redes

Famosas como MC Mirella e Sandy mostram escolhas diferentes na maternidade

MC Mirella e Viih Tube: Especialista fala sobre exposição de filhos nas redes - Instagram

Nas redes sociais, muitas mães famosas dividem com o público cada detalhe da maternidade. Algumas, como Virginia Fonseca, Viih Tube e Clara Maia, mostram desde o corpo no pós-parto até momentos com os filhos, compartilhando sua rotina e experiências. Outras, no entanto, optam por preservar a privacidade das crianças: Mc Mirella, Sandy e Lucas Lima, Junior Lima e Mônica Benini, Rodrigo Santoro com Mel Fronckowiak e até Adele mantêm os rostos dos filhos longe das câmeras, priorizando uma infância mais reservada.

Essa diversidade de escolhas levanta uma questão importante: como equilibrar a vontade de registrar e dividir momentos da maternidade com a proteção emocional e a segurança das crianças? A psicóloga perinatal Rafaela Schiavo explica os impactos dessa decisão sobre a saúde emocional das mães e como lidar com julgamentos, ansiedade e pressão social.

Diferença de impactos segundo a decisão tomada

A psicóloga aponta que existem perfis diferentes entre as mães públicas. Algumas possuem estrutura psicológica suficiente para lidar com críticas e expor sua maternidade de forma intencional, buscando engajar pessoas com valores semelhantes. Para essas, a exposição pode ter efeitos positivos, como reconhecimento, construção de comunidade e fortalecimento de sua imagem.

“Existem pessoas que vão expor a maternidade sem antes pensar em toda a forma de julgamento que pode vir e, muitas vezes, no momento de fragilidade, que é o pós-parto, em que a maioria das mulheres vai apresentar problemas de saúde mental. Ela, não estando preparada psicologicamente, expõe e depois não aguenta todas as formas de crítica e julgamento. Aí, essa mulher pode adoecer ainda mais.”

Por outro lado, mães que não estão preparadas podem ter a autoestima prejudicada e enfrentar ansiedade ou culpa ao receber comentários negativos sobre sua forma de maternar.

Proteção das crianças e segurança digital

Outro ponto fundamental destacado por Rafaela é a segurança da criança. Fotos compartilhadas nas redes podem ser acessadas por predadores e grupos mal-intencionados. Assim, a decisão de mostrar ou não o rosto do filho deve ser cuidadosamente avaliada, considerando riscos e limites do público digital.

“Outra questão de apresentar o filho nas redes sociais também tem a ver com segurança da criança, porque existem predadores infantis que pegam fotos não só de crianças, mas também de bebês, para compartilharem nos seus grupos. Então, é uma questão que está sendo discutida, de preservar as crianças, os filhos, para evitar que essas pessoas tenham acesso a essas fotos.”

Rafaela reforça que a mãe sempre estará sujeita a julgamentos, mesmo tomando todas as precauções e dedicando-se ao cuidado do filho. Por isso, pensar na exposição das crianças com planejamento e consciência é essencial.

Dicas para mães públicas ou influenciadoras

Para mães famosas ou influenciadoras que desejam compartilhar sua maternidade sem comprometer a saúde emocional, a especialista indica:

  • Avaliar objetivos da exposição: engajamento, compartilhamento de valores ou apenas documentação pessoal;
  • Considerar o impacto psicológico: estar preparada para críticas e julgamentos;
  • Garantir a segurança digital das crianças: evitar mostrar rostos ou informações que identifiquem a criança;
  • Buscar suporte emocional e psicológico contínuo, especialmente no pós-parto;
  • Estabelecer limites claros sobre o que será compartilhado e o que será preservado.

ACOMPANHE O INSTAGRAM DA CARAS BRASIL E FIQUE POR DENTRO DE TUDO O QUE ACONTECE NO MUNDO DOS FAMOSOS:

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por CARAS (@carasbrasil)

Rafaela Schiavo (CRP 93353) é psicóloga perinatal e fundadora do Instituto MaterOnline. Desde sua formação inicial, dedica-se à saúde mental materna, sendo autora de centenas de trabalhos científicos com o objetivo de reduzir as elevadas taxas de alterações emocionais maternas no Brasil. Possui graduação em Licenciatura Plena em Psicologia e graduação em Psicologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Além disso, concluiu seu mestrado em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem e doutorado em Saúde Coletiva pela mesma instituição. Realizou seu pós-doutorado na UNESP/Bauru, integrando o Programa de Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Desenvolvimento Humano, atuando principalmente nos seguintes temas: desenvolvimento pré-natal e na primeira infância; Psicologia Perinatal e da Parentalidade.