Manu Cit enfrenta cancelamento e traição pública: Especialista alerta para impacto
Influenciadora fitness, Manu Cit é alvo de rumores após noivo Hernane Ferreira Jr ser flagrado em balada

A influenciadora e ex‑estudante de medicina Manu Cit, de 21 anos, virou destaque nas redes sociais esta semana após, de acordo com a página Daily do Garotinho, ter viajado para um retiro de casais com o noivo Hernane Ferreira Jr., poucos dias depois do empresário, de 28 anos, fundador de um grupo de mídia, ser visto em uma balada com outra mulher. O casal havia anunciado o noivado em agosto deste ano, com declarações de amor e planos de vida a dois. Mas as imagens que viralizaram reacenderam dúvidas sobre a relação, e Manu foi alvo de críticas, especulações e pressão nas redes. Em meio ao tumulto emocional e à repercussão pública do caso, a psicanalista Cintia Castro comenta sobre os efeitos do ódio coletivo, do cancelamento digital e da acusação social sobre a saúde mental e autoestima de pessoas públicas.
Como o cancelamento afeta a saúde mental
Segundo Cintia Castro, o cancelamento é a versão moderna de um hábito antigo: “encontrar alguém para culpar quando a pessoa não sabe lidar com as próprias angústias”. Nas redes, o público projeta frustrações e julgamentos, transformando a pessoa atacada em um rótulo: “O erro, a culpa, o pecado moral”. A psicanalista alerta que quando o indivíduo já passou por uma traição, o efeito é ainda mais devastador: “A traição destrói a confiança no outro, o cancelamento destrói a confiança em si”.
O impacto vai além da reputação online. “Quem é cancelado deixa de ser sujeito e vira um rótulo”, explica, destacando que o sofrimento gerado não é proporcional às ações da pessoa, mas sim à projeção de expectativas e julgamentos do público.
Bloqueios e silenciamentos
A especialista também comenta os efeitos psíquicos do bloqueio ou silenciamento de críticas. “Bloquear depois de uma traição não é só um ato digital, é emocional”. Para quem bloqueia, é uma tentativa de recuperar controle e proteger a autoestima. Para quem é bloqueado, o gesto reacende sentimentos de abandono e culpa.
“Cada lado usa mecanismos diferentes para lidar com o mesmo trauma: um tenta conter a angústia, o outro tenta entender por que continua sendo afastado. O bloqueio não fala sobre o conflito, mas sobre a dor que ainda não foi elaborada”, ressalta Cintia Castro.
Redenção moral, fé e imagem pública
Outro ponto analisado é a tentativa de figuras públicas de sustentar uma imagem de força, fé ou redenção moral. “Quando uma influenciadora tenta sustentar uma imagem de força, fé e ‘redenção’, ela acaba criando uma versão de si que não combina com a dor real que sente”, alerta a psicanalista.
O público exige rapidez no perdão e maturidade emocional, transformando a vulnerabilidade em culpa. “A pressão dos seguidores vira culpa: ela sente que precisa dar o exemplo, esconder a raiva e continuar a relação para não decepcionar ninguém”. Esse conflito interno pode levar a decisões confusas em relacionamentos, priorizando a imagem sobre o próprio bem-estar.
Segunda chance e a influência da aprovação social
Cintia Castro reforça que muitas vezes a decisão de dar uma nova chance após traição não nasce do coração, mas do medo: “Medo de ser julgada, de decepcionar seguidores, de parecer fraca ou ‘fracassada’ aos olhos de quem acompanha cada passo”.
O risco é que o perdão seja baseado em pressão social e não em amadurecimento emocional. “Os limites ficam frágeis, quase invisíveis. A pessoa passa a viver em alerta, tentando provar para si mesma que fez a coisa certa, enquanto engole inseguranças que não desaparecem só porque a internet ‘aprovou’”. Segundo a psicanalista, isso pode confundir amor com sobrevivência social e transformar a relação em um espaço onde a imagem pesa mais do que o afeto.
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