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Manchas nas mãos de Donald Trump levantam alerta sobre saúde vascular, aponta cardiologista

Em entrevista para CARAS Brasil, cardiologista analisa as marcas nas mãos de Donald Trump e alerta para os riscos da insuficiência venosa

Donald Trump
Donald Trump - Reprodução/Getty Images

A recente aparição de Donald Trump (79) com manchas roxas nas mãos, que ele tentou disfarçar com maquiagem, gerou questionamentos e levantou um alerta sobre sua saúde vascular. Segundo especialistas, os sinais podem estar relacionados à insuficiência venosa crônica (IVC), condição bastante comum, mas muitas vezes negligenciada.

O que é insuficiência venosa crônica?

Em entrevista à CARAS Brasil, o cardiologista Dr. Raphael Boesche Guimarães explicou que a IVC ocorre quando as veias das pernas não conseguem bombear o sangue de volta ao coração de forma adequada. O quadro pode gerar sintomas como inchaço, sensação de peso e até manchas escuras na pele.

“É um problema clínico relevante, que vai muito além da estética. Sem o devido cuidado, pode afetar seriamente a qualidade de vida do paciente“, afirmou o médico.

Por que Donald Trump apresenta manchas?

Trump, que tem 79 anos, enfrenta fatores que podem ter contribuído para o surgimento das marcas. A idade avançada e a rotina de longas viagens são elementos que dificultam a circulação.

“Com o envelhecimento, as veias perdem elasticidade. Além disso, longos períodos sentado em compromissos e viagens dificultam a circulação e agravam o quadro”, explicou o cardiologista.

Leia também: Insuficiência venosa: médico detalha a condição de Trump: ‘Não deve ser ignorado’

As manchas roxas também podem estar ligadas a fragilidade capilar: “Pacientes com insuficiência venosa têm maior fragilidade capilar. O uso de medicamentos como aspirina, comum em idosos para prevenção cardiovascular, pode potencializar o surgimento de hematomas mesmo em situações simples, como um aperto de mão”, detalhou Dr. Raphael.

Casa Branca classificou o caso como benigno

Apesar da repercussão, a Casa Branca divulgou um memorando médico classificando o caso como benigno. Ainda assim, o alerta permanece.

“Mesmo quando não há complicações graves, como trombose ou insuficiência cardíaca, o tratamento deve ser feito para evitar a progressão da doença. Meias de compressão, atividade física e hábitos saudáveis são fundamentais“, orientou o especialista.

Alerta para além do ex-presidente

Para o médico, o episódio envolvendo Trump pode servir de lição para muitas pessoas: “A insuficiência venosa crônica é mais comum do que se imagina e pode atingir qualquer pessoa. Quanto mais cedo o diagnóstico e o tratamento, maiores as chances de manter a saúde vascular em equilíbrio”, finalizou Dr. Raphael.

 

 

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