LUTO: Oscar Schmidt contou detalhes do diagnóstico de câncer em entrevista à CARAS
Quatro anos antes de sua morte, Oscar Schmidt foi entrevistado pela CARAS Brasil e falou sobre como recebeu o diagnóstico de câncer no cérebro e o tratamento

Com a triste notícia da morte do ex-jogador de basquete Oscar Schmidt aos 68 anos, a CARAS Brasil recordou uma entrevista exclusiva que ele concedeu para nossa equipe há quatro anos. Ainda durante a pandemia de Covid-19, ele fez uma chamada de vídeo para relembrar momentos de sua vida e carreira. No meio da conversa, o atleta relembrou o diagnóstico de câncer no cérebro.
Schmidt relembrou que recebeu o diagnóstico de que tinha um tumor de 8 centímetros no cérebro quando estava nos Estados Unidos com a família em 2011. “É um susto. Eu estava nos Estados Unidos fazendo um spa com minha mulher e minha filha, e de repente, eu desmaiei. Ligaram para o 911, veio polícia, bombeiros, um escândalo. Enquanto eu estava desacordado, eu me via em um evento no Rio de Janeiro, as pessoas passando por cima de mim, e fui acordar entrando na ambulância. Fui para o hospital e o médico falou: ‘Você sabe onde está?’. ‘Estamos no Rio de Janeiro’. E o meu filho: ‘Pai, estamos em Orlando’. Fizeram a ressonância e descobriram o tumor de 8 cm. Pode me liberar que vou operar no Brasil”, disse ele.
Ao voltar ao Brasil, ele operou e foi considerado curado pelos médicos, porque não precisou fazer tratamentos complementares, como quimioterapia, mas seguiu acompanhando. “Operei no Brasil com uma tecnologia incrível. O doutor tirou 8 cm de tumor e eu não tive nenhuma sequela. Foi grau 2. Na graduação dos tumores, grau dois está na fronteira, três é maligno e quatro você já está morrendo. O meu foi grau 2, não vou fazer nenhuma radioterapia”, contou.
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Porém, isso mudou dois anos depois, quando ele teve outro tumor, que era maligno e exigia quimioterapia e radioterapia. “Em 2013, o doutor me liga e eu falei: ‘Tá na cara que eu tenho outro tumor’. Fui lá e eu não conseguia nem enxergar o tumor de tão pequeno. Foi a mesma operação. A primeira [cirurgia] foi 8 horas e a segunda teve 6 horas. Deu grau 3, fiz um mês de quimioterapia, fiz um mês de radioterapia e faço quimioterapia até hoje, todo mês. Estou brigando pela minha vida”, disse ele.
Por fim, o atleta comentou se teria medo de morrer. “Esse tumor me fez perder o medo de morrer. Eu morria de medo. Morrer é uma coisa tremenda, você dorme e não acorda”, disse ele.
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Assista ao vídeo completo da entrevista:
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