Bem-estar e Saúde / Vida Íntima

Leonardo expõe rotina íntima aos 62 anos e médico reage com aviso direto: ‘Cria dependência’

Casado com a influenciadora Poliana Rocha, Leonardo revela detalhe da intimidade

Leonardo - Foto: Reprodução / Instagram
Leonardo - Foto: Reprodução / Instagram

Leonardo, um dos nomes mais populares da música brasileira, voltou a chamar atenção fora dos palcos ao falar com naturalidade sobre um tema que ainda gera tabu entre muitos homens. Aos 62 anos, o cantor comentou de forma bem-humorada o uso frequente de medicamento para melhorar o desempenho sexual, declaração que rapidamente repercutiu nas redes sociais e despertou curiosidade do público.

Apesar do tom leve adotado pelo artista, o assunto levantou um debate mais amplo sobre saúde íntima masculina, disfunção erétil e os riscos da automedicação. Para entender até que ponto esse hábito é seguro, a CARAS ouviu o urologista Dr. Nelson Batezini, que chama atenção para a importância do acompanhamento médico sempre que esse tipo de recurso entra na rotina.

Segundo o especialista, medicamentos para ereção são comuns e eficazes, mas não devem ser encarados como solução definitiva. “Esses medicamentos ajudam na ereção, como o próprio Leonardo relatou, mas não tratam a causa do problema. Quando usados sem acompanhamento médico, podem mascarar doenças e criar uma dependência psicológica”, alerta.

Disfunção erétil vai além da falta de desejo

De acordo com o urologista, a disfunção erétil ainda é cercada de desinformação, o que afasta muitos homens do consultório. “Disfunção erétil é a dificuldade persistente de conseguir ou manter uma ereção firme o suficiente para a relação sexual. Não tem relação com falta de desejo e pode acontecer em qualquer idade”, explica Dr. Batezini.

As causas, segundo ele, são variadas e nem sempre estão ligadas apenas ao envelhecimento. “Doenças como diabetes, hipertensão, obesidade, alterações hormonais e tabagismo estão entre as principais causas físicas. Já ansiedade, estresse, depressão e pressão de desempenho influenciam muito”, afirma.

Apesar do impacto emocional que o problema pode causar, o médico reforça que há tratamento e bons resultados na maioria dos casos. “Em grande parte dos casos, a disfunção erétil tem solução. Quando tratamos a causa, seja hormonal, vascular ou emocional, o paciente volta a ter ereções normais. Mas o tratamento precisa ser individualizado”, destaca.

Automedicação e o alerta para homens de todas as idades

O uso recorrente de medicamentos sem avaliação profissional preocupa especialistas, especialmente diante do aumento de casos entre homens mais jovens. “Cada vez mais homens jovens chegam ao consultório com disfunção erétil. Na maioria das vezes, o problema é emocional: ansiedade, cobrança excessiva, medo de falhar e até consumo exagerado de pornografia”, explica Dr. Batezini.

Segundo ele, quando o problema não é tratado corretamente, o ciclo tende a se repetir. “Quando isso não é tratado, vira um ciclo: a primeira falha gera insegurança, e a insegurança provoca novas falhas”, completa.

Sobre o uso frequente de medicamentos, o médico é direto. “Não é recomendado tomar medicamento antes de todas as relações sem avaliação médica. Eles são seguros quando bem indicados, mas o uso contínuo pode causar efeitos colaterais, interferir com outros remédios e esconder doenças que precisam ser investigadas”, afirma.

O especialista finaliza reforçando que o caminho mais seguro é o acompanhamento profissional. “Se houver indicação, o uso correto é seguir a dose prescrita, respeitar o tempo antes da relação e evitar álcool em excesso. Mais importante do que recorrer sempre ao remédio é procurar um urologista para tratar a causa do problema e não depender da medicação para sempre”, finaliza.

VEJA PUBLICAÇÃO RECENTE DE LEONARDO:

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por Leonardo (@leonardo)

Dr. Nelson Batezini (CREMERS 26.958/RQE 23814) é médico urologista com ampla formação e atuação reconhecida na área de disfunções miccionais e urologia feminina. Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Nossa Senhora da Conceição e em Urologia no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Aperfeiçoou-se por meio de um fellowship em Disfunções Miccionais, Urologia Feminina e Urodinâmica na Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), onde também obteve seu doutorado em Urologia. Foi médico assistente do setor de Urologia Feminina e Urodinâmica da UNIFESP entre 2008 e 2011 e atualmente é preceptor da Residência Médica em Urologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.