Bem-estar e Saúde / Maternidade

Key Alves celebra fim do puerpério e brinca sobre ‘fazer outro filho’

Ex-BBB, atleta e influenciadora vive nova fase após o nascimento da primeira filha com Bruno Rosa e reacende debate sobre saúde emocional no pós-part

Key Alves celebra fim do puerpério e brinca sobre 'fazer outro filho' - Foto: Instagram

Desde que deixou o Big Brother Brasil 23, Key Alves segue entre os nomes mais comentados das redes sociais. A atleta e influenciadora digital, que já era conhecida no universo do vôlei antes do reality, viu sua vida pessoal ganhar ainda mais atenção após assumir o relacionamento com o cantor sertanejo Bruno Rosa.

O casal anunciou a gravidez em 2025 e, no dia 26 de dezembro do mesmo ano, celebrou o nascimento da primeira filha, Rosamaria. A chegada da bebê marcou uma virada na rotina de Key, que passou a dividir com os seguidores os bastidores da maternidade — incluindo os momentos mais desafiadores do puerpério.

Maternidade sem filtro

Nos primeiros dias após o parto, Key fez questão de mostrar que a maternidade real está longe da idealização das redes sociais. Ela falou sobre cansaço, noites mal dormidas e as mudanças físicas e emocionais que acompanham o pós-parto.

Com sinceridade, a ex-BBB revelou o impacto do período em sua rotina e no relacionamento, abrindo espaço para um debate importante sobre saúde mental materna.

Fim do puerpério e brincadeira sobre o segundo filho

Em fevereiro de 2026, Key voltou a movimentar a internet ao comemorar o fim do puerpério. Em publicação repercutida pela Revista Marie Claire, ela celebrou essa nova fase e, em tom descontraído, brincou sobre a possibilidade de aumentar a família.

A influenciadora comentou que agora que o período mais intenso passou, já poderia “fazer outro filho”, arrancando risadas e reações dos seguidores. A fala leve e bem-humorada viralizou, mas também levantou questionamentos sobre o tempo ideal entre gestações e a importância do planejamento familiar.

Planejamento familiar e diálogo

Para a psicóloga perinatal Rafaela Schiavo, o tema exige reflexão e conversa entre o casal. Segundo ela, o planejamento familiar precisa ser construído de forma conjunta e respeitando o momento real vivido após o nascimento de um filho.

“É importante ter planejamento familiar. É importante que exista sempre uma conversa entre os parceiros sobre os momentos em que se deseja ter filhos. No planejamento familiar, temos a possibilidade de decidir se queremos ou não ter filhos e, caso a resposta seja positiva, definir quando e quantos queremos ter. Se o casal, de comum acordo, assim que acaba o período do resguardo, deseja já engravidar de novo para ter um filho próximo do outro, tudo bem. Se ambos se sentem preparados para isso, está ok. Mas, se algum membro do casal ainda não se sente pronto, por mais que tenha planejado antes, é preciso entender que antes era uma situação idealizada e agora é o momento real.”, explicou Schiavo.

A especialista ressalta que sentimentos podem mudar após a experiência concreta da maternidade e que isso precisa ser acolhido.

“Se nesse momento real alguém do casal – ele ou ela – não está se sentindo mais preparado para uma nova gestação tão cedo, é importante ter essa conversa com o parceiro. Chegar e falar: ‘olha, eu sei que a gente tinha combinado, mas agora não estou me sentindo pronto, vamos dar um tempo, vamos esperar mais um pouco’. O importante nessa situação é o diálogo.”, afirmou a psicóloga.

Libido, resguardo e adaptação emocional

Outro ponto frequentemente discutido no pós-parto é a retomada da vida íntima. Rafaela Schiavo explica que o fim do resguardo de 45 dias não significa, necessariamente, que a mulher esteja emocionalmente pronta.

“Quando o período do resguardo (de 45 dias) acaba, a mulher ainda está com muito estresse vivenciando as atividades do pós-parto. Muitas vezes, ela ainda está em conexão exclusiva com o bebê e não voltou a ter libido, porque o foco dela naquele momento é o bebê e a maternidade.”, apontou.

A psicóloga destaca que pesquisas indicam que muitos casais retomam a vida sexual por volta dos três meses após o parto — e que isso é absolutamente normal.

“São três meses em que ela quase esquece que é mulher, amiga, filha e esposa, para se dedicar inteiramente às atividades e necessidades do filho. Depois desse período, o estresse dá uma diminuída, ela começa a voltar a um ritmo e a libido retorna.”, disse.

Pressão não é saudável

Rafaela Schiavo também reforça que a retomada da vida íntima deve acontecer apenas quando há desejo genuíno.

“Se uma mulher precisa ter relações sexuais para manter o casamento ou agradar o marido, a saúde mental dela já está prejudicada. Não existe isso de ‘até que ponto ela deve ceder ao desejo sexual dele para não prejudicar a saúde mental’. A saúde dela já está prejudicada se ela precisa fazer isso.”, alertou.

Segundo ela, relações baseadas em pressão não são saudáveis.

“As pessoas precisam ter suas relações íntimas quando têm desejo e querem estar com o outro, encontrando formas para que todos possam ter uma vida sexual saudável.”, concluiu.

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Rafaela Schiavo (CRP 93353) é psicóloga perinatal e fundadora do Instituto MaterOnline. Desde sua formação inicial, dedica-se à saúde mental materna, sendo autora de centenas de trabalhos científicos com o objetivo de reduzir as elevadas taxas de alterações emocionais maternas no Brasil. Possui graduação em Licenciatura Plena em Psicologia e graduação em Psicologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Além disso, concluiu seu mestrado em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem e doutorado em Saúde Coletiva pela mesma instituição. Realizou seu pós-doutorado na UNESP/Bauru, integrando o Programa de Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Desenvolvimento Humano, atuando principalmente nos seguintes temas: desenvolvimento pré-natal e na primeira infância; Psicologia Perinatal e da Parentalidade.