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Juliano Cazarré emociona ao falar sobre a filha com doença rara no coração; cardiologista explica a condição

Após o ator Juliano Cazarré desabafar sobre a doença da filha, o médico cardiologista Raphael Boesche Guimarães explica a condição da criança

Juliano Cazarré - Foto: Globo

O ator Juliano Cazarré comoveu o público ao relembrar a longa e desafiadora trajetória de saúde de sua filha Maria Guilhermina, de 3 anos, que nasceu com uma doença cardíaca rara, exigindo múltiplas cirurgias e cuidados intensivos desde o nascimento.

Maria Guilhermina foi diagnosticada com Anomalia de Ebstein, uma condição congênita que afeta a estrutura do coração e pode comprometer o fluxo sanguíneo e a função das válvulas cardíacas.

Qual é a condição da filha de Juliano Cazarré?

Para explicar de forma clara o que essa condição representa e como ela impacta a saúde de uma criança, o cardiologista Dr. Raphael Boesche Guimarães conversou com a CARAS Brasil:

“A Anomalia de Ebstein é uma malformação rara do coração em que a válvula tricúspide, que fica entre o átrio direito e o ventrículo direito, está deslocada ou malformada. Isso faz com que o coração precise trabalhar de forma menos eficiente, podendo causar insuficiência cardíaca, cansaço extremo e, em muitos casos, arritmias. Por isso, muitos recém-nascidos com essa condição precisam de intervenções cirúrgicas ainda nos primeiros dias de vida.”

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Segundo o Dr. Guimarães, a importância do diagnóstico precoce não pode ser subestimada:

“Esses casos são complexos porque variam muito de intensidade. Algumas crianças toleram melhor a condição inicialmente, mas outras necessitam de cirurgias logo nos primeiros minutos ou horas de vida, como foi o caso da Maria Guilhermina, que passou por um procedimento logo após nascer. O acompanhamento constante com cardiologista pediátrico e equipe multidisciplinar é essencial para acompanhar o desenvolvimento e prevenir complicações.”

O que significa viver com uma cardiopatia congênita?

O cardiologista reforça que essas condições exigem atenção contínua ao longo da vida, não apenas no período neonatal:

“Uma cardiopatia congênita como a Anomalia de Ebstein exige avaliações periódicas, ecocardiogramas e, muitas vezes, exames de imagem complementares para ajustar tratamentos e planejar procedimentos futuros. A meta é garantir que a criança cresça com a melhor qualidade de vida possível.”

Dr. Guimarães também destaca que a resposta emocional da família é parte fundamental do cuidado:

“O apoio familiar, a fé e a resiliência emocional são aliados importantes durante a jornada de cuidados. Lidar com uma condição cardíaca rara é desafiador, mas com acompanhamento especializado e suporte emocional, muitas crianças superam fases difíceis e seguem evoluindo de forma estável.”

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Dr. Raphael Boesche Guimarães (CRM: 33565) é médico cardiologista, com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Passo Fundo (2009), concluiu residência em Clínica Médica pela UFCSPA (2012) e em Cardiologia pelo Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul (2014), onde também obteve o título de mestre na área (2017) e atualmente cursa doutorado. Atua como pesquisador clínico em estudos internacionais e como médico intensivista no Instituto de Cardiologia do RS. É preceptor da residência médica em Cardiologia, além de integrar comissões científicas e ter vasta produção acadêmica publicada em periódicos nacionais e internacionais.