Jojo Todynho acende sinal de alerta e médica explica detalhe que muda tudo: ‘Cautela máxima’

Jojo Todynho assumiu uso de testosterona após bariátrica que a ajudou emagrecer

Jojo Todynho - Foto: Reprodução / Instagram
Jojo Todynho - Foto: Reprodução / Instagram

A relação entre estética, saúde hormonal e emagrecimento nunca esteve tão em alta, especialmente quando nomes famosos compartilham suas rotinas e transformações. Jojo Todynho é um desses fenômenos que despertam curiosidade nacional, não só pela mudança corporal expressiva, mas pela recente revelação de que usa testosterona para ganhar massa muscula.

Diante das dúvidas que surgem sempre que o assunto envolve testosterona e mulheres, a endocrinologista Dra. Cibele Spinelli reforça em entrevista à CARAS Brasil que esse é um tema que precisa ser conduzido com total cautela.

Segundo ela, a presença desse hormônio no corpo feminino existe, mas dentro de limites muito específicos. “A testosterona faz parte do universo feminino, sim, mas em concentrações muito menores do que nos homens. E justamente por isso, qualquer intervenção que eleve esse hormônio acima dos níveis fisiológicos precisa ser encarada com cautela máxima”, afirma.

Com a popularização de protocolos estéticos e promessas rápidas de melhora de performance, libido ou composição corporal, é comum que mulheres sejam expostas a tratamentos inadequados. A especialista alerta que as entidades médicas internacionais mantêm posição firme sobre o tema.

“As principais sociedades internacionais são unânimes, explica. “Formulações injetáveis de testosterona não devem ser usadas por mulheres, seja para melhorar libido, energia, composição corporal ou desempenho físico”, completa.

O risco, segundo ela, não é pequeno. Essas aplicações podem provocar um aumento hormonal muito acima do que é considerado seguro, levando a efeitos imprevisíveis e, às vezes, irreversíveis para a saúde. “Essas formulações podem gerar níveis suprafisiológicos de testosterona, ultrapassando a faixa segura e aumentando significativamente os riscos. E os efeitos colaterais não são leves — vão desde acne, queda de cabelo e aumento de pelos até alterações metabólicas, cardiovasculares e sinais de virilização. Para além disso, não há estudos que garantam segurança a longo prazo para essas práticas”, alerta.

Quando o assunto é reposição hormonal feminina, a endocrinologista frisa que existe somente uma via reconhecida pela literatura científica. “A única via estudada e recomendada em mulheres é a transdérmica, em doses que imitam os níveis naturais do organismo. E mesmo essa abordagem deve ser minuciosamente acompanhada”, orienta.

Cibele reforça que o segredo nunca é uma solução única. “A saúde feminina é complexa e multifatorial. Ganho de massa muscular, especialmente após emagrecimento, depende de estratégias integradas: nutrição adequada, estímulo correto no treino, monitoramento de marcadores metabólicos e, quando necessário, uma avaliação hormonal séria, sempre individualizada”, finaliza.

Dra. Cibele Spinelli é Médica nutróloga, com Residência em Clínica Médica pelo HRPP e Estágio de Nutrologia pela USP Ribeirão Preto; Pós graduação em Nutrologia pela ABRAN Título de especialista em nutrologia; Coordenadora Pós graduação em Saúde da mulher. CRM 139.680/RQE 79.239