Isa Scherer revela planos de cirurgia para diástase e hérnia após terceira gravidez; entenda impactos psicológicos
A psicóloga perinatal Rafaela Schiavo analisa os impactos da autoimagem e os desafios da chegada de um novo irmão para Mel e Bento

Após anunciar que está grávida novamente, Isa Scherer abriu o coração com seus seguidores sobre as marcas que a maternidade deixou em seu corpo. A atriz e chef revelou que, após o nascimento de seu terceiro filho, pretende se submeter a uma cirurgia para corrigir a diástase abdominal e a hérnia umbilical, condições adquiridas na gestação dos gêmeos Mel e Bento, de 4 anos.
Sempre defensora do corpo real, Isa já desabafou sobre as pressões estéticas: “Esta é a minha barriga. Ela é para frente por causa de diástase, hérnia, gêmeos, flacidez”. Para entender os impactos emocionais dessas mudanças e como preparar a família para a chegada de um novo irmão, conversamos com a psicóloga perinatal Rafaela Schiavo.
O impacto da diástase na autoestima feminina
A mudança física após o parto pode ser um divisor de águas na saúde mental da mulher. Segundo Rafaela Schiavo, mulheres que priorizam muito o corpo e valorizam a beleza física podem ter a autoestima profundamente afetada.
“É importante que essas mulheres possam ser acompanhadas por um profissional da saúde mental. Para muitas, isso vai mexer com a autoestima, mas não vai tirar a paz delas; não terão alterações emocionais significativas. A mulher pode ter uma frustração, mas consegue levar isso ‘de boa’. Mas, para outras, isso pode mexer muito. Nesses casos, é importante o acompanhamento de um psicólogo perinatal para ajudá-la a lidar com essa frustração que está sendo significativa.”
A decisão pela cirurgia reparadora e a saúde mental
A decisão de Isa Scherer de operar após a terceira gestação é um passo que exige alinhamento médico e emocional. Rafaela reforça que a clareza nas informações é o que traz o equilíbrio necessário para a mãe.
“Quando uma mulher decide fazer uma cirurgia reparadora, ela precisa ter uma conversa com seus médicos: tanto o que vai cuidar da cirurgia quanto o seu obstetra. Isso pode trazer a ela uma maior tranquilidade e uma saúde mental melhor. Com as respostas dos profissionais, fica mais fácil tomar todas as decisões relacionadas a realizar esse procedimento já, ou às vezes até deixar um pouco mais para a frente.”
O desafio de dividir a atenção com a chegada de um novo irmão
Com Mel e Bento já maiores, a preocupação de Isa Scherer e de tantas outras mães recai sobre como os filhos atuais receberão o novo bebê. A psicóloga explica que o planejamento ajuda, mas a conversa sincera é a ferramenta principal.
“Geralmente, essa preocupação acontece quando essa mulher engravida sem planejamento. Ter uma conversa antes com a criança ajuda, porque essa mãe vai entender o que está se passando na cabeça do filho. É importante conversar e dizer: ‘Olha, agora você vai ter um irmãozinho, a mamãe está grávida e, em alguns momentos, não vai conseguir mais te atender o tempo todo, mas a mamãe te ama e está aqui’.”
Estratégias para integrar os filhos no pós-parto
Para evitar a culpa materna e o sentimento de exclusão dos filhos mais velhos, Rafaela Schiavo sugere a integração nas rotinas do recém-nascido.
“Quando de fato essa criança nascer, é fundamental ter momentos integrados. Na hora de amamentar, chama a criança para ir junto: ‘Senta aqui do lado da mamãe, vai brincando com esse brinquedo enquanto eu estou amamentando o seu irmãozinho’. Trazer os outros filhos para os momentos com o bebê facilita para que a mãe não se sinta tão culpada. A criança maior muitas vezes vai ter que se frustrar, e para isso, a mãe vai precisar contar com uma boa rede de apoio.”
Fantasmas do passado: quando a ansiedade da mãe fala mais alto
Muitas vezes, o medo excessivo de que o filho mais velho sofra é um reflexo da própria história da mãe. Rafaela alerta que memórias de quando a própria mulher ganhou um irmão podem vir à tona de forma inconsciente.
“Se ela foi a primeira filha e se sentiu magoada quando veio o irmãozinho, ela acaba tendo essas lembranças e reproduz isso agora. É uma outra pessoa, é um outro filho, não é ela, mas a mãe fica com aquela preocupação por conta de uma questão do seu próprio passado. Quando situações como essa ficam muito presentes e a mulher fica ansiosa, é o momento de procurar novamente um profissional da psicologia perinatal para trabalhar essas questões e ajudar a tornar essa maternidade mais leve.”
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