Grávida e em tratamento: médica revela o que está por trás da luta de Rafa Kalimann
Após desabafo da influenciadora Rafa Kalimann, especialista analisa o caso e alerta: gravidez pode agravar situação e intensificar sintomas
Grávida de sua primeira filha, Zuza, fruto do relacionamento com o cantor Nattan, Rafa Kalimann abriu o coração ao falar sobre um tema delicado: sua saúde mental. A influenciadora, diagnosticada com depressão e síndrome do pânico, contou que decidiu intensificar o tratamento após descobrir a gestação.
Para entender melhor como o período gestacional pode impactar a saúde mental das mulheres, a CARAS Brasil conversou com a ginecologista endocrinologista Maira Campos, que explicou como os hormônios e o acompanhamento médico influenciam diretamente nesses casos.
Gravidez pode intensificar sintomas de depressão e ansiedade
Segundo a médica, as mudanças hormonais que ocorrem durante a gestação podem agravar quadros pré-existentes de depressão e ansiedade.
“Durante a gestação, as flutuações dos hormônios estrogênio, progesterona e cortisol podem intensificar quadros preexistentes de depressão e ansiedade, especialmente no primeiro e terceiro trimestres”, explicou Maira.
O acompanhamento ginecológico endócrino, segundo ela, permite monitorar esses níveis hormonais e adotar medidas naturais que ajudam no equilíbrio emocional. “A suplementação de vitamina D, ácido fólico e ômega-3, além de exercícios e técnicas de relaxamento, são estratégias que auxiliam no equilíbrio neuroquímico“, acrescentou.
Tratamento com medicamentos exige acompanhamento cuidadoso
No caso de Rafa Kalimann e de outras gestantes que precisam manter o tratamento medicamentoso, Maira reforça que a decisão deve ser sempre médica.
“Quando há necessidade de manter medicação psiquiátrica durante a gravidez, é fundamental uma avaliação criteriosa do risco-benefício, priorizando medicamentos com maior perfil de segurança fetal, como alguns antidepressivos da classe ISRS”, afirmou.
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Ela destacou que o monitoramento constante é essencial: “O acompanhamento deve incluir ultrassons morfológicos detalhados, ajustes na dosagem conforme a evolução da gestação e comunicação constante entre ginecologista e psiquiatra”.
Abordagens seguras para cuidar da saúde mental na gestação
Para as gestantes que têm receio de usar medicação, há alternativas seguras e eficazes. “Existem diversas abordagens complementares, como psicoterapia cognitivo-comportamental, acupuntura, yoga pré-natal e técnicas de mindfulness”, disse a especialista.
Além disso, a correção de deficiências nutricionais, como ferro, vitaminas do complexo B e magnésio, pode melhorar o bem-estar emocional sem riscos ao bebê.
Cuidados hormonais e apoio emocional no pós-parto
Maira Campos também destacou que o desequilíbrio hormonal no puerpério é um fator de risco importante. “A queda abrupta de estrogênio e progesterona após o parto, somada ao aumento do cortisol pelo estresse, pode favorecer a depressão pós-parto e transtornos de ansiedade”, alertou.
Por isso, o acompanhamento multidisciplinar é essencial. “Consultas intercaladas entre ginecologista e psiquiatra, rastreamento de sintomas emocionais e planejamento para o puerpério são fundamentais para garantir uma gestação emocionalmente saudável”, finalizou.
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