Gracyanne Barbosa confessa ter enjoado de ovos cozidos e especialista aponta: ‘Esperado’
Na última quinta-feira, 3, Gracyanne Barbosa confirmou em suas redes sociais que enjoou de ovos cozidos após anos consumindo 40 unidades por dia

Na última quinta-feira, 3, Gracyanne Barbosa (41) surpreendeu os fãs ao confirmar que enjoou de ovos cozidos. Após anos seguindo uma dieta de consumo de 40 unidades por dia, a influenciadora digital admitiu que estava usando novas alternativas para cumprir a meta de proteínas diárias. Em seus Stories do Instagram, a ex-BBB 25 ainda brincou com a situação: “Acreditam? Depois de mil anos“.
Em entrevista à CARAS Brasil, Dr. Neto Borghi explica que o enjoo é totalmente compreensível do ponto de vista comportamental e fisiológico. “Quando falamos de adesão a uma dieta restrita ou repetitiva, existe um fenômeno chamado saciedade sensorial específica. Isso significa que, com o tempo, o sistema nervoso central e os receptores gustativos começam a reagir de forma negativa ao consumo repetido do mesmo alimento. É como se o corpo emitisse um sinal de alerta para diversificar fontes alimentares, evitando deficiências nutricionais que poderiam ocorrer com um cardápio limitado“, diz.
“Além disso, a proteína animal, principalmente o ovo, tem um teor de compostos sulfurados que podem alterar o paladar e o olfato quando consumidos em grande quantidade. Isso gera um certo desconforto sensorial. Para atletas ou pessoas com alto volume de treino, o consumo de ovos como fonte de proteína é prático e de excelente qualidade biológica, mas a monotonia alimentar é uma das principais causas de abandono de plano alimentar no longo prazo. Ou seja, do ponto de vista nutricional e comportamental, esse enjoo é mais do que esperado“, acrescenta.
Além disso, o nutrólogo reforça que o corpo pode ser afetado pela grande quantidade de consumo de ovos, principalmente por ser um alimento nutritivo, fonte de proteína de alto valor biológico, vitaminas do complexo B, colina, selênio, além de compostos antioxidantes como luteína e zeaxantina. A seguir, Dr. Neto Borghi destaca alguns pontos que merecem atenção:
- Colesterol alimentar: Cada ovo contém, em média, 180 a 200 mg de colesterol. Embora estudos atuais demonstrem que o colesterol dietético não afeta significativamente os níveis de LDL para a maioria das pessoas saudáveis, há indivíduos hiper-respondedores (hyper-responders) que podem ter alterações no perfil lipídico. É fundamental monitorar exames periódicos para avaliar se há aumento de LDL oxidado, pequenas partículas densas ou outros marcadores de risco cardiovascular;
- Carga proteica: Ingerir uma carga proteica tão concentrada em ovos pode levar a um desequilíbrio no fracionamento proteico ao longo do dia. Para hipertrofia muscular e recuperação adequada, o ideal é distribuir a ingestão de proteína em doses menores, ao longo das refeições, garantindo melhor síntese proteica;
- Microbiota intestinal: Dietas excessivamente ricas em proteína animal, com pouca variedade de fibras, podem impactar negativamente a microbiota intestinal. Há estudos que mostram aumento de metabólitos putrefativos quando a dieta é pobre em fibras vegetais e muito rica em proteína animal.
“Portanto, mesmo sendo um alimento funcional, a dose faz o veneno. O acompanhamento com exames laboratoriais e ajuste do cardápio é essencial para evitar efeitos adversos metabólicos ou gastrointestinais“, finaliza sobre o caso da influenciadora digital.
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