Fabiana Justus conta que teve que ‘pedir socorro’ após passar mal e médico faz alerta: ‘Atendimento imediato’
Fabiana Justus relatou uma crise intensa e contou que precisou pedir ajuda; em conversa com a CARAS Brasil, médico faz alerta para o diagnóstico que pode ser silencioso

Em abril desse ano, Fabiana Justus usou suas redes sociais para fazer um desabafo sobre labirintite. A influenciadora contou que teve uma crise, enquanto estava se exercitando na academia, e precisou pedir socorro.
“Eu tive uma crise de labirintite que só quem tem labirintite sabe do que eu estou falando. Eu fiz academia como sempre faço, fiz musculação com a minha personal e, depois, fiquei fazendo cardio no transport, que eu amo. Sempre faço assim, não fiz mais esforço do que faço. Estou fazendo bastante mesmo e estou bem acostumada”, disse a filha de Roberto Justus, através dos stories do Instagram.
Ela falou que sentiu tudo girando durante o alongamento, e ainda completou: “Aconteceu alguma coisa quando eu fui alongar. Tudo rodou muito. Tenho labirintite há muitos anos, só que fazia muito tempo que não tinha crise, especialmente porque a minha alimentação está bem saudável, sem açúcar, que são gatilhos para labirintite. Vocês não têm ideia do que passei mal”.
“Tive que pedir socorro, mandei para o Bruno e para a Si. Ela viu primeiro e desceu para me buscar, aí o Bruno veio. Achei que não conseguia andar, liguei para o meu médico que cuida disso e já me deu remédio. Tomei e fiquei um tempo parada, agora, graças a Deus, parou de rodar. Agora só tem que ficar mais quietinha. Nossa, como é ruim, dá enjoo, é um mal-estar”, finalizou a influenciadora.
Causas de crise de labirintite
A CARAS Brasil conversou com o médico neurologista Dr. Saulo Nader para entender, com mais detalhes, o que pode causar crises de labirintite. O especialista, no entanto, esclareceu que “labirintite” praticamente nunca é o diagnóstico real. É um termo popular.
“O que chamam de labirintite pode ser enxaqueca vestibular, VPPB, Doença de Menière, Neurite Vestibular, efeito de medicamentos, problemas de pressão, etc… são mais de 40 possibilidades diferentes”, explicou.
Segundo o profissional, identificar a causa exata depende de história clínica detalhada: como é a crise, sua duração, gatilhos, sintomas associados, impacto auditivo, padrão da tontura e resposta a estímulos. “É como montar um quebra-cabeça. O diagnóstico nasce das pistas”.
“Alguns fatores são comuns e clássicos: noites mal dormidas, estresse e alguns medicamentos. Em pessoas com tontura, qualquer alteração rápida no corpo, física ou emocional, pode desencadear ou agravar sintomas”.
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Existe algum exame neurológico específico?
“O exame neurológico em atendimento é soberano. No consultório, analisamos reflexos oculares, equilíbrio, marcha, movimentos da cabeça e respostas do sistema vestibular. Em casos seletos, podem ser necessário pra completar o raciocínio exames como ressonância dos labirintos, tomografia dos labirintos, prova calórica, videonistagmografia e VHIT”.
Segundo o Dr. Saulo, o exame mais importante ainda é a anamnese bem feita. Sem uma boa conversa, nenhum exame é eficaz.
Existem terapias complementares ou exercícios de reabilitação?
Com certeza. “A reabilitação vestibular é uma das ferramentas mais poderosas que temos. São exercícios personalizados feitos por fisioterapeutas ou fonoterapeutas treinados, que treinam o cérebro a compensar falhas do sistema de equilíbrio. Eles diminuem tontura, melhoram estabilidade e aceleram a recuperação”.
O profissional contou que, além disso, terapia comportamental é importante em muitos casos, para auxílio psicológico no enfrentamento da tontura. Outra ferramenta muito útil em alguns casos é a Estimulação Magnética Transcraniana, que potencializa muito o tratamento. Mas é importante entender: cada tratamento é único e individualizado.
O Dr. Saulo disse também que existem sinais de alerta que nunca devem ser ignorados:
- Fraqueza em um lado do corpo;
- Dificuldade para falar;
- Visão dupla;
- Queda súbita sem explicação;
- Dor de cabeça muito intensa e abrupta;
- Alteração de consciência;
- Tontura persistente por horas sem melhora;
- Perda auditiva súbita.
“Nesses casos, a tontura pode ser um sintoma neurológico maior, e o atendimento deve ser imediato”.
“A mensagem é clara: tontura não é doença, é sintoma e um aviso. E avisos do sistema vestibular precisam ser interpretados com cuidado, não empurrados para baixo do tapete com um diagnóstico genérico”, finalizou.
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