Ex-Globo Jonas Almeida enfrenta nova suspeitas e médico alerta para complexidade: ‘É responsável’
Jonas Almeida revelou suspeitas após novos exames e medida médica para tratar a doença

O ex-apresentador da Globo, Jonas Almeida, revelou que precisará realizar sessões de radioterapia e imunoterapia por mais dois anos. Ele, que já retirou 20% do pulmão em uma cirurgia recentemente, afirmou que novos exames apontaram uma “suspeita”.
O também influenciador não deu detalhes sobre o possível novo diagnóstico, mas pediu orações dos fãs para enfrentar essa fase difícil.
Para compreender o quadro de Jonas Almeida, a CARAS Brasil entrevistou o oncologista Dr. Wesley Pereira Andrade, que explicou como funciona o tratamento do câncer de pulmão em pacientes que se encontram em situação semelhante à dele.
“O câncer de pulmão é a neoplasia mais letal em todo o mundo, sendo responsável por mais óbitos do que a soma dos cânceres de mama, próstata e cólon/reto”, alerta o especialista.
“Ele não é uma única doença, mas sim um conjunto de diferentes tipos e subtipos. Entre eles, temos dois tipos histológicos fundamentais: os carcinomas de células não pequenas (CPNPC), que representam cerca de 85% dos casos, e os carcinomas de pequenas células, responsáveis pelos 15% restantes”, complementa.
Segundo o médico, o tratamento depende não apenas do tipo histológico, mas também do perfil molecular do tumor. “Alterações em biomarcadores, como EGFR, ALK e ROS1, podem indicar o uso de terapias-alvo. Além disso, a expressão de PD-L1 e outros marcadores pode direcionar para o uso de imunoterapia. O tratamento de dois anos geralmente é indicado em diferentes cenários clínicos e pode se referir tanto à terapia-alvo quanto à imunoterapia”, explica.
O especialista ainda reforça que a radioterapia tem um papel pontual e, em geral, é realizada ao longo de dias a poucas semanas. O objetivo pode ser curativo, quando associada a cirurgia ou quimioterapia em estágios localizados, ou paliativo, quando a intenção é aliviar sintomas como dor ou sangramento, além de outros cenários possíveis.
“No caso citado pela imprensa, sem detalhes sobre o tipo de tumor, presença de metástases ou perfil molecular, não há como afirmar com precisão qual tratamento está sendo realizado. Cada paciente tem um plano terapêutico completamente distinto, mesmo dentro do diagnóstico de câncer de pulmão. Só ao compreender todos os aspectos é possível definir um tratamento personalizado, o que chamamos de oncologia de precisão dentro da oncologia moderna. A consulta com o médico é fundamental para essas decisões”, finaliza.