Especialista aponta riscos da cirurgia de Brunna Gonçalves: ‘Trombose’

Dra. Paula Furtado esclarece quando o corpo está pronto para cirurgia e quais riscos existem no pós-gestação, como no caso de Brunna Gonçalves

Brunna Gonçalves - Fotos: Instagram

A dançarina Brunna Gonçalves revelou recentemente que passou por uma correção de diástase e por uma nova lipoaspiração meses após o nascimento de Zuri, sua primeira filha com Ludmilla. Em entrevista à CARAS Brasil, a cirurgiã plástica Dra. Paula Furtado explicou quando o procedimento é seguro no pós-parto, quais riscos envolvem esse período e como funciona o planejamento individualizado para cada mulher.

De acordo com a médica, o momento da cirurgia precisa respeitar o tempo biológico de recuperação. “Antes de indicar qualquer procedimento, o mais importante é respeitar o tempo de recuperação natural do corpo. Em geral, recomendamos aguardar pelo menos seis meses após o parto, e mais tempo caso a paciente ainda esteja amamentando, pois o corpo ainda está sob forte influência hormonal”.

Ela explica que a avaliação prévia envolve fatores importantes, como equilíbrio hormonal, anemia, qualidade dos tecidos e presença de diástase abdominal: “Avalio sempre o equilíbrio hormonal, a ausência de anemia, a recuperação da pele e dos tecidos, e principalmente se há diástase abdominal, aquele afastamento dos músculos do abdômen, que pode mudar completamente a indicação cirúrgica. Em alguns casos, o ideal é uma abdominoplastia com lipo, e não apenas a lipoaspiração isolada”.

Principais riscos no pós-gestação

A médica destaca que o pós-parto é um período de maior vulnerabilidade fisiológica. “No pós-parto, o corpo passa por alterações que aumentam alguns riscos, como trombose, sangramento e má cicatrização. Por isso, operar precocemente pode ser perigoso. Esses riscos diminuem conforme o organismo se estabiliza, geralmente após o sexto mês, quando o volume sanguíneo, os hormônios e o metabolismo voltam mais próximos do normal.”

Planejamento individualizado é indispensável

Segundo a especialista, cada mulher apresentará necessidades cirúrgicas diferentes. “Cada corpo reage de um jeito à gestação. Por isso, sempre realizo uma avaliação completa, observando gordura localizada, flacidez de pele e presença de diástase. A partir disso, defino o melhor plano: pode ser só uma lipo, uma lipo com abdominoplastia ou até mesmo uma cirurgia de mama em outro tempo cirúrgico, de acordo com o que incomoda mais a paciente. O objetivo é restaurar a harmonia corporal, e não apenas retirar gordura”, reforça.

A Dra. Paula reforça que o acompanhamento emocional também faz parte do processo: “É essencial conversar com a paciente sobre expectativas reais. A cirurgia não deve ser vista como uma forma de ‘voltar ao corpo de antes’, mas sim de redescobrir o corpo atual, com mais conforto, autoestima e identidade. O papel do cirurgião é orientar com empatia, preparar emocionalmente e acompanhar de perto no pós-operatório, porque o processo de se sentir bem novamente vai muito além do bisturi.”

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Médica formada pela Universidade José do Rosário Vellano (Unifenas). Cirurgiã Geral pela Fundação Hospitalar de Minas Gerais (FHEMIG). Cirurgiã Plástica pelo Hospital Belo Horizonte – Instituição Hospitalar da Faculdade de Ciências Médicas. Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Especialista em Rinoplastia pela University of Illinois at Chicago (EUA) e em parte funcional e estética de rinoplastia pelo DAFPRS, com formações realizadas em Istambul (Turquia) e Stuttgart (Alemanha). Membro da International Society of Plastic & Aesthetic Surgery (ISAPS). Além da rinoplastia, atua também na área de estética facial, sempre com o propósito de proporcionar resultados naturais, respeitando a individualidade e a harmonia de cada paciente. CRMMG: 48885 | CRMSP: 188848 | RQE: 65708