Doença grave marca retorno de personagem à novela Dona de Mim, e médico explica: ‘Provoca alterações’
Novela Dona de Mim levanta debate sobre saúde feminina, e médico esclarece pontos essenciais

Camila Pitanga (48) voltou a dar vida a Ellen na novela Dona de Mim, que está em sua reta final. Para justificar o retorno da personagem, dada como morta durante toda a trama, a autora Rosane Svartman (56) a colocou para explicar que sofreu com um câncer de colo do útero e, agora, deseja reconquistar a guarda de Sofia (Elis Cabral).
Câncer de colo do útero
Para desvendar pontos sobre essa doença, CARAS Brasil entrevista o Dr. Wesley Pereira Andrade, médico oncologista cirurgião e mastologista, que explica que o câncer de colo do útero é um tumor maligno que se desenvolve na parte inferior do útero, chamada colo uterino, região que faz a comunicação entre o útero e a vagina.
“Na grande maioria dos casos, ele está diretamente relacionado à infecção persistente pelo HPV (papilomavírus humano), especialmente pelos subtipos oncogênicos, como o HPV 16 e 18. Esse vírus provoca alterações nas células do colo do útero que, ao longo do tempo, podem evoluir para o câncer se não forem identificadas e tratadas“, detalha.
Na novela das sete, a personagem Ellen foi diagnosticada com a doença em estágio avançado, quase perdeu a vida e trouxe à tona uma realidade vivida por milhares de mulheres. Mas, afinal, tem cura para essa doença?
Tem cura?
“O câncer de colo do útero tem cura, principalmente quando diagnosticado precocemente, com taxas de sucesso que podem ultrapassar 90% nos estágios iniciais. Nos casos mais avançados, o tratamento é mais complexo, pode exigir abordagens agressivas, mas, ainda assim, pode proporcionar controle da doença e, em alguns casos, cura”, revela.
Os sintomas nem sempre aparecem no início, o que torna a doença silenciosa e perigosa. Quando presentes, incluem sangramento vaginal fora do período menstrual ou após a relação sexual, dor pélvica, corrimento vaginal com odor forte, dor durante as relações e, em fases avançadas, alterações urinárias e intestinais, dor intensa, perda de peso e fraqueza. Além do impacto físico, há repercussões emocionais, psicológicas, sexuais e sociais significativas.
“O tratamento depende do estágio da doença e pode envolver cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou a combinação dessas modalidades. Em fases iniciais, a cirurgia costuma ser suficiente. Já nos estágios mais avançados, a radioterapia associada à quimioterapia é frequentemente necessária, podendo gerar impactos importantes na qualidade de vida da paciente”, diz.
O médico explica que muitas mulheres ainda morrem de câncer de colo do útero todos os anos, principalmente por falta de prevenção, diagnóstico tardio e dificuldade de acesso ao tratamento adequado. Trata-se de um dos cânceres mais evitáveis e, ainda assim, segue como uma importante causa de mortalidade feminina.
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