Diagnóstico fora do padrão leva ex-BBB Emily Araújo a cirurgia
Emily Araújo precisou rever planos de correção visual após exames indicarem uma alteração perigosa

Aos 28 anos, Emily Araújo, conhecida do público desde o Big Brother Brasil 17, precisou colocar a saúde ocular como prioridade depois de exames oftalmológicos apontarem uma condição que nem sempre dá sinais claros. A influenciadora e modelo passou por uma cirurgia corretiva de visão após a identificação de uma curvatura corneana fora do ideal para os métodos mais populares, fator que poderia comprometer a segurança visual no longo prazo.
Mesmo com grau baixo, o diagnóstico exigiu uma conduta específica. Para evitar riscos futuros, Emily foi submetida à técnica PRK, procedimento indicado em cenários nos quais preservar a estrutura da córnea é fundamental.
Quando a córnea impede cirurgias consideradas “padrão”
Segundo o oftalmologista Dr. Thiago Pizarro, referência nacional em cirurgias refrativas e médico de Emily, a indicação do PRK no caso da ex-BBB não se deu apenas pela espessura da córnea, mas principalmente pelo formato dela. Em pacientes com curvatura mais acentuada, procedimentos como o LASIK podem representar risco adicional ao longo dos anos.
“No caso da Emily, o PRK foi indicado não por córnea fina, mas porque a curvatura da córnea dela era maior do que o ideal para o LASIK, e o PRK é mais seguro nesse cenário.”
O médico explica que, apesar de o LASIK ser amplamente conhecido e procurado, ele não é indicado para todos os perfis. Em situações específicas, optar por uma técnica de superfície é uma forma de preservar mais tecido corneano e garantir estabilidade visual no futuro.
“A indicação do PRK para ela foi porque ela apresentava uma curvatura de córnea um pouco mais acentuada do que o recomendado para o LASIK. Como o grau dela era baixo e a córnea tinha esse formato, o LASIK poderia, no longo prazo, aumentar o risco de instabilidade da córnea.”
Recuperação mais lenta não significa menos segurança
Embora o PRK seja uma cirurgia segura e eficaz, a recuperação costuma ser diferente daquela observada em outros métodos. De acordo com o especialista, os primeiros dias exigem mais paciência e cuidados redobrados, algo que Emily já está seguindo rigorosamente.
“Sim, no PRK a recuperação costuma ser um pouco mais demorada do que no LASIK. Nos primeiros dias é normal o paciente ter mais sensibilidade à luz, sensação de areia nos olhos, ardência e até um pouco de dor, porque a superfície da córnea precisa se regenerar.”
A estabilização da visão também ocorre de forma gradual. Ainda assim, os cuidados pós-operatórios são similares aos de outras cirurgias refrativas, como uso correto dos colírios, proteção contra luz solar e evitar coçar os olhos.
“O PRK não é uma cirurgia ‘pior’, apenas tem uma recuperação mais lenta, mas com excelente segurança e resultado visual a longo prazo.”
Jovens, cirurgia refrativa e o risco da indicação precoce
Na faixa etária de Emily, a busca por independência dos óculos tem se tornado cada vez mais comum. No entanto, Dr. Thiago Pizarro alerta que a vontade de corrigir a visão não pode se sobrepor à segurança ocular.
Segundo ele, existem sinais claros que contraindicam a cirurgia refrativa, como alterações estruturais da córnea, suspeita de ceratocone, grau ainda instável ou doenças oculares associadas. Por isso, cada caso deve ser analisado individualmente, com exames completos antes de qualquer decisão.
“A cirurgia não pode ser indicada para todo mundo. Por isso, antes de qualquer decisão é fundamental passar em consulta, fazer todos os exames e individualizar a indicação.”
Após o procedimento, Emily Araújo foi liberada para retomar sua rotina normalmente, mantendo apenas os cuidados recomendados durante a recuperação. O caso da ex-BBB reforça um ponto essencial: quando se trata da visão, seguir o caminho mais seguro nem sempre é optar pelo método mais conhecido, mas sim pelo mais adequado para cada olho.
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