Diagnóstico de Davi Brito chama a atenção de especialista: ‘Pode afetar diretamente’
Davi Brito revelou seu vício e a luta para conseguir controlar os desejos em meio a uma fase difícil

Davi Brito (22), campeão do BBB 24, revelou que desenvolveu um vício em álcool desde que deixou o reality show da Globo, há pouco mais de um ano. O baiano contou que está em processo de controle do consumo de bebidas alcoólicas e que, há um mês, está totalmente abstêmio.
“Chegou um momento em que eu olhei no espelho e não me reconheci mais. Há exataamente um mês, eu tomei a decisão mais difícil — e ao mesmo tempo, a mais poderosa — da minha vida: parei de beber. Quem me conhece de verdade sabe o quanto eu era preso nesse vício. A bebida fazia parte da minha rotina, das minhas noites, dos meus finais de semana, das minhas fugas”, contou.
Para entender a situação de Davi, CARAS Brasil entrevista a psicóloga Larissa Fonseca, que explica que a atitude do ex-motorista de aplicativo ao decidir parar de beber é um passo importante e que deve ser valorizado.
“Preservar a saúde mental durante essa luta exige, além de coragem, o desenvolvimento da responsabilidade emocional. Mais do que reconhecer os gatilhos, é fundamental contar com uma rede de apoio constante, além de acompanhamento psicológico e, em alguns casos, psiquiátrico. A recuperação não depende apenas da força de vontade, mas de um ambiente que acolha, organize e oriente esse processo por meio de estratégias saudáveis. Estar atento às emoções que o álcool antes anestesiava é o primeiro passo para enfrentar a dependência de forma consciente”, diz.
Um dos principais pontos do relato do ex-BBB é a mudança em sua aparência física. Segundo a especialista, é comum, nos estágios mais avançados do vício em álcool, que a pessoa perceba e se sinta insatisfeita com as mudanças significativas causadas pelos efeitos da bebida no organismo.
“Esse momento, além da mudança estética, é uma ocasião em que o olhar volta-se para a percepção de si. A pessoa passa a se reencontrar com quem deixou de ser. Esse momento pode ser bastante desconfortável e doloroso emocionalmente; por esse motivo, o suporte emocional com pessoas que nos amam é fundamental. O corpo dá sinais, mas é a mente que precisa interpretar com sinceridade e acolhimento”, afirma.
Fonseca explica que o tratamento contra o alcoolismo é multidisciplinar e envolve, por exemplo, psicoterapia e acompanhamento psiquiátrico. “Alcoolismo é reconhecido como um transtorno mental. Afeta diretamente os circuitos de recompensa e controle do cérebro, influenciando diretamente além do comportamento, a impulsividade e as emoções. Lembrando que dependência química não é uma falha moral, é uma condição que precisa ser tratada como uma doença”, finaliza a psicóloga.