Complicação em novo procedimento de Maya Massafera acende alerta: ‘Pode comprometer’

Recentemente, Maya Massafera revelou estar sofrendo com uma infecção no rosto após ser submetida a mais um procedimento estético

Complicação em novo procedimento de Maya Massafera acende alerta: 'Pode comprometer'
Complicação em novo procedimento de Maya Massafera acende alerta: 'Pode comprometer' - Reprodução/Instagram

Recentemente, Maya Massafera se submeteu a mais um procedimento estético. A influenciadora compartilhou com seus seguidores que fez uma técnica de feminização facial.

Alguns dias após a cirurgia, no entanto, Maya voltou a falar sobre o procedimento nas redes sociais. Dessa vez, ela contou que estava sofrendo com uma infecção no rosto, complicação que pode ocorrer após o procedimento. “Meu rosto tá doendo muito”, disse.

A CARAS Brasil conversou com a cirurgiã-plástica Dra. Heloise Manfrim para entender quais são os riscos desse tipo de procedimento estético. A especialista disse que toda vez que a gente tem tecidos inflamados, há consumo de partes moles e pode haver remodelamento, reabsorção óssea. E aí pode gerar danos ou sequelas estéticas que são irreversíveis.

“Na cirurgia de face, a chance de infecção é menor do que o restante do corpo, mas ainda assim a gente precisa ter alguns cuidados, principalmente quando a cirurgia é feita por dentro da boca”.

A Dra. esclareceu que é comum a realização de bichectomia através da mucosa jugal, que é a bochecha, pode ser feita a redução da mandíbula, redução do zigomático, redução do queixo, pode ser feita até mesmo o fox eyes, que é uma cirurgia que visa tracionar o canto do olho e a cauda da sobrancelha para cima e para fora.

“Os riscos de infecção estão relacionados com esses cuidados de pós-operatório imediato do próprio paciente”.

Analisando o caso de Maya Massafera

Perguntamos à especialista quais cuidados pós-operatórios são fundamentais para evitar complicações como inflamações e infecções, principalmente no caso de Maya Massafera, que passou por uma remoção de parte do maxilar.

“Para evitar infecções locais, para evitar essa contaminação, obviamente é preciso um cuidado de pós-operatório com limpeza local. Sempre lavar as mãos antes de manipular qualquer área cirúrgica e evitar o contato direto com as incisões. Utilizar todos os produtos que forem recomendados pelo médico cirurgião para limpeza da ferida”.

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Protocolo de tratamento após identificar a infecção

“Qualquer infecção corporal sempre vai dar alguns sinais que são chamados de pródromos. Consiste basicamente no aumento da frequência cardíaca e posteriormente febre, temperatura acima de 37.8”.

“Quando a gente detecta esses sinais, tanto a frequência cardíaca quanto a febre, a gente precisa analisar se existe algum lugar que haja dor ou hiperemia, que é vermelhidão, para que a gente possa rapidamente entrar com o antibiótico correto e, se houver algum sinal de que exista pus no local, que seria a infecção propriamente dita, precisaria fazer a drenagem para que a gente tenha a resolução completa do quadro”, completou.

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Dra. Heloise Manfrim (CRM: 35938) é cirurgiã plástica membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), da Associação Brasileira de Cirurgia Plástica (BAPS) e da Associação Brasileira de Lipedema (ABL). Graduada em Medicina pela Universidade de Marília (Unimar) com título de especialista em Cirurgia Plástica pela Associação Médica Brasileira e Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, é embaixadora da Cirurgia Plástica Funcional. Autora dos livros “O Norte” e “Lipedema: uma abordagem além da superfície”, também é CEO da Clínica Dall’Ago & Manfrim, em Maringá (PR), e fundadora e CEO do CELIP (Centro Especializado em Tratamento de Lipedema). @plasticaetal