Claudia Raia fratura o tornozelo e ginecologista alerta o risco de fraturas em mulheres com mais de 50 anos
Dr. Igor Padovesi explica por que mulheres na menopausa como Claudia Raia estão mais suscetíveis a fraturas e quais medidas podem prevenir lesões

Recentemente, durante uma apresentação da peça Cenas da Menopausa, Claudia Raia, de 58 anos, sofreu uma fratura no tornozelo esquerdo após um acidente no palco, precisando cancelar apresentações da turnê. Nas redes sociais, a atriz contou que inicialmente acreditou se tratar de algo simples:
“Sofri uma entorse no tornozelo esquerdo, no sábado à noite, em Goiânia, quando estava fazendo o Cenas da Menopausa, e achei que era apenas uma entorse. Fizemos uma ressonância e descobrimos que tem uma fratura na fíbula. Pequena, porém total impedimento que eu faça o espetáculo essa semana em João Pessoa”.
De acordo com o Dr. Igor Padovesi, médico ginecologista, autor do livro ‘Menopausa Sem Medo’ (Editora Gente) e especialista em menopausa certificado pela North American Menopause Society (NAMS), um dos principais fatores que aumentam a suscetibilidade de mulheres a fraturas é a menopausa, que ele explica ser responsável por mudanças hormonais fundamentais para a saúde óssea. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 50% das mulheres com 50 anos ou mais sofrerão uma fratura osteoporótica ao longo da vida, contra apenas 20% dos homens.
O especialista reforça que a queda na produção de estrogênio após os 40 anos compromete a densidade óssea, aumentando o risco de osteoporose e, consequentemente, de fraturas. “O estrogênio é fundamental para a manutenção da saúde e densidade óssea. Então, conforme sua produção começa a diminuir após os 40 anos, há um aumento do risco de osteoporose, doença caracterizada pela perda progressiva de massa óssea, elevando o risco de fraturas”, explicou Padovesi.
Estratégias para reduzir o risco de fraturas
Segundo Dr. Padovesi, a prevenção de fraturas em mulheres na menopausa exige conscientização sobre o risco da osteoporose e uma abordagem multifacetada. Ele explica que, embora o câncer de mama seja uma preocupação comum entre mulheres, as fraturas de quadril apresentam taxa de mortalidade elevada no curto prazo, principalmente em pacientes mais velhas e com saúde mais frágil.
De acordo com o ginecologista, cerca de 20% dos pacientes morrem no ano seguinte a uma fratura de quadril, devido a complicações da internação e cirurgia. Felizmente, existem tratamentos eficazes: “A terapia hormonal consiste na reposição dos hormônios que passam a faltar no corpo da mulher depois da menopausa. Dessa forma, atua diretamente na principal causa do problema: a falta do estrogênio. É cientificamente comprovado que, quando realizada corretamente, a terapia hormonal, além de ser muito segura, é eficaz na prevenção dessa perda óssea e na redução do risco de fraturas em todos os locais do esqueleto. Por esse motivo, a terapia hormonal é recomendada para quase todas as mulheres, com raras contraindicações.”
Estilo de vida
Além da terapia hormonal, Dr. Padovesi ressalta que hábitos de vida saudáveis são fundamentais para proteger os ossos: manutenção do peso, prática regular de exercícios físicos com fortalecimento muscular e alimentação balanceada, rica em cálcio e vitamina D. Em alguns casos, suplementos e medicamentos também podem ser prescritos.“Primeiro, é importante conscientizar as mulheres sobre o aumento do risco da osteoporose e de fraturas e lesões na menopausa. Isso porque o problema é muitas vezes negligenciado por uma ideia de que se trata de algo que pode ser facilmente tratado sem grandes complicações, o que não é verdade. Se pensarmos em quadros de osteoporose, por exemplo, a principal preocupação é com as fraturas de quadril.”
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