Medicamentos para emagrecer funcionam? O que a experiência de Bruna Unzueta nos ensina
Influenciadora perdeu 16 kg em seis meses com auxílio médico e lança alerta sobre os perigos da automedicação

A influenciadora Bruna Unzueta compartilhou recentemente sua jornada de perda de peso, revelando que eliminou 16 quilos em seis meses após ser diagnosticada com obesidade grau 1. A transformação chamou atenção nas redes sociais, mas também levantou discussões importantes sobre o uso de medicamentos para emagrecimento, especialmente as chamadas “canetas emagrecedoras”, cujo uso tem se tornado cada vez mais comum entre celebridades e o público em geral.
A decisão: quando o remédio se torna necessário
Bruna revelou que só procurou ajuda médica após se deparar com o diagnóstico formal de obesidade. Esse foi o gatilho para uma mudança de hábitos que envolveu o uso de medicamentos sob orientação profissional, prática de exercícios físicos e reeducação alimentar. “Não foi só remédio”, enfatizou a influenciadora, rebatendo críticas de que estaria promovendo emagrecimento fácil ou perigoso.
O uso de medicamentos como semaglutida ou tirzepatida (vendidos sob nomes como Ozempic, Wegovy ou Mounjaro) pode ser eficaz em casos específicos, desde que acompanhado por orientação profissional, mudança no estilo de vida e acompanhamento contínuo.
O que são as canetas emagrecedoras — e por que exigem cuidado?
Esses medicamentos agem imitando hormônios que controlam o apetite e a saciedade, ajudando a reduzir a ingestão calórica. Mas os efeitos colaterais são reais: náuseas, constipação, tontura e, em casos raros, pancreatite. O uso inadequado — especialmente sem indicação clínica — pode trazer riscos significativos.
Além disso, o uso para fins estéticos, sem necessidade médica, vem sendo cada vez mais criticado por especialistas em saúde, que alertam para a banalização desses medicamentos e os perigos da automedicação.
O desafio de manter o peso
O emagrecimento rápido pode ser atrativo, mas manter os resultados é um dos principais desafios. O chamado efeito sanfona é comum quando o uso de medicamentos é interrompido sem uma mudança duradoura de comportamento.
Por isso, a combinação entre alimentação equilibrada, atividade física regular e atenção à saúde mental é fundamental para sustentar os resultados e evitar o ciclo de ganho e perda de peso.
Fome emocional e a saúde mental
Bruna também relatou episódios de compulsão alimentar e baixa autoestima durante sua jornada. Isso chama atenção para um fator muitas vezes ignorado: a fome emocional. Comer pode estar mais relacionado a questões emocionais do que à necessidade fisiológica de alimentação, o que reforça a importância do apoio psicológico no processo de emagrecimento.
O cenário no Brasil
O Brasil está entre os países que mais utilizam medicamentos para emagrecer. Em 2024, houve um aumento significativo nas prescrições de análogos de GLP-1, e isso gerou preocupações sobre o uso excessivo e até mesmo sobre a escassez desses remédios para pacientes com diabetes.
A automedicação, somada à busca por resultados rápidos e influências das redes sociais, contribui para um cenário de riscos crescentes à saúde pública.
A experiência de Bruna Unzueta mostra que a perda de peso sustentável vai além de medicamentos. É preciso encarar o processo com seriedade, comprometimento e, acima de tudo, responsabilidade. O remédio pode ser um aliado, mas nunca deve ser o único pilar de uma transformação. Saúde envolve mente, corpo e escolhas conscientes — e isso não se resume a números na balança.
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