Ator Charlie Sheen revela cirurgia após ofensa e médica alerta: ‘Pode aumentar os riscos’
Charlie Sheen revela lipoaspiração após ofensa em 2000 e cirurgiã Heloise Manfrim explica riscos, cuidados e exames essenciais antes da cirurgia

O ator Charlie Sheen (60) expôs em seu novo livro de memórias O Livro de Sheen um episódio que o marcou profundamente. Ele contou que decidiu fazer uma lipoaspiração depois de ser chamado de ‘gordo’ por uma garota de programa durante as filmagens de um longa em Toronto, no ano 2000.
Segundo Sheen, a mulher que ele havia contratado bateu em sua barriga e o insultou, deixando-o devastado e indignado. O ator relata que, após o episódio, procurou um cirurgião plástico em Los Angeles. Ele explica que o ganho de peso ocorreu porque estava em um período de sobriedade, algo comum em pessoas que abandonam o uso de estimulantes. “Prefiro estar um pouco mole e vivo do que magérrimo e morto”, afirma Sheen em um dos trechos do livro, que chega às livrarias este mês.
Para comentar o caso, a cirurgiã plástica Heloise Manfrim, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), da Associação Brasileira de Cirurgia Plástica (BAPS) e da Associação Brasileira de Lipedema (ABL), analisou os riscos e cuidados da cirurgia.
“As mudanças bruscas em si não são o que aumentam riscos de uma cirurgia. O problema reside na obesidade. A obesidade é uma comorbidade hoje que leva a síndromes metabólicas que podem aumentar riscos em uma cirurgia“, explica a médica.
Ela ressalta que “os riscos estão envolvidos em qualquer obeso, desde problemas cardiovasculares ao aumento do risco de trombose. E esses pacientes, quando realizam cirurgia plástica nesse momento inflamado, podem ter aumento do risco de complicações”.
Lipo não é método de emagrecimento
Heloise destaca que a lipoaspiração é frequentemente confundida com um recurso para perder peso, mas reforça: “Sempre deixamos bem claro que a lipoaspiração não é um método de emagrecimento. Porém, sabemos que a gente vai remover gordura do corpo e a redução de medida vai acontecer. O problema é as pessoas encararem isso como uma ferramenta sem que haja uma mudança de mindset antes”.
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Segundo a cirurgiã, a falta de mudança no estilo de vida pode ser prejudicial. “Já está comprovado que a lipoaspiração, para os pacientes que não mudam o estilo de vida, é completamente maléfica, porque leva a uma redistribuição da gordura. Se o paciente engorda, há maior acúmulo de gordura visceral, que é extremamente inflamatória e problemática”, alerta.
Exames e cuidados essenciais
A médica também detalha os exames e cuidados básicos para quem deseja passar por uma lipo: “Independente da cirurgia, lipoaspiração ou qualquer outro procedimento, usamos todos os conceitos da cirurgia plástica funcional. Solicitamos em média 60 exames de sangue, fora os exames de imagem e avaliações com cardiologista especializado e anestesista, para identificar potenciais processos inflamatórios”, explica.
“Tratar esses pacientes anteriormente, desinflamar corretamente e chegar no ponto adequado é ideal para diminuir riscos de complicações”, conclui Heloise.
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