Bem-estar e Saúde / INTERNAÇÃO

Após internação de Cássia Linhares, médico alerta sobre infecção: ‘Intensidade varia muito’

A CARAS Brasil conversou com um médico nutrólogo para entender os sintomas da infecção alimentar, diagnosticada em Cássia Linhares

Após internação de Cássia Linhares, médico alerta sobre infecção: 'Intensidade varia muito'
Após internação de Cássia Linhares, médico alerta sobre infecção: 'Intensidade varia muito' - Reprodução/Instagram

Recentemente, Cássia Linhares precisou ser internada após ser diagnosticada com infecção alimentar. A atriz compartilhou com os seus seguidores e ainda alertou para as causas do problema de saúde.

“Passando aqui para avisar que estou com infecção alimentar. Já é a segunda vez que isso me acontece. Não tem mais como comer cru, japonês, essas coisas. Cuidado com os crus, carnes e, principalmente, os peixes. Ontem, fiquei internada tomando soro, não estou conseguindo comer, tô fora de órbita. Isso é horrível. Precisam se cuidar”, disse, no último dia 30 de setembro.

Quais são as causas da infecção alimentar?

A CARAS Brasil conversou com o médico nutrólogo Dr. Marcelo Silva para entender um pouco mais sobre a infecção alimentar. O médico explicou que ela acontece quando consumimos algum alimento contaminado por bactérias, vírus ou parasitas.

“Isso pode ocorrer por falha na higiene, por exemplo: quando o alimento não é bem lavado, quando fica fora da refrigeração por muito tempo ou quando é manipulado sem os devidos cuidados. É o tipo de problema que pode acontecer tanto em casa quanto fora, se a segurança alimentar não for respeitada”.

O médico orientou que gestantes evitem totalmente o consumo de peixe cru aqui no Brasil. Segundo ele, é uma forma importante de prevenção.

Quais alimentos costumam estar mais associados a esse tipo de contaminação?

“Os alimentos mais comuns são as carnes mal passadas, ovos crus, leite e queijos não pasteurizados, peixes e frutos-do-mar crus, e até saladas e frutas mal higienizadas. Sucos naturais e molhos caseiros com ovos crus também são fontes frequentes. Basicamente, tudo o que envolve manipulação e armazenamento sem cuidado pode se tornar um risco”, disse o Dr. Marcelo.

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O nutrólogo ainda esclareceu que comer fora aumenta, sim, as chances de se contaminar com uma infecção, porque perdemos o controle sobre o preparo e o armazenamento dos alimentos. Mas ele esclareceu: isso não significa que temos que deixar de comer fora, mas é importante observar o local, se é limpo, se os alimentos estão bem conservados, se são servidos na temperatura correta.

“Os sintomas mais típicos são enjoo, dor abdominal, vômitos, diarreia e, em alguns casos, febre. A intensidade varia muito: tem gente que melhora em um ou dois dias, e outros que precisam de atendimento médico, especialmente crianças, idosos e pessoas com imunidade mais baixa”.

Infecção alimentar x intoxicação alimentar: quais as diferenças?

“A diferença é que, na infecção, o micro-organismo entra no corpo e se multiplica. Já na intoxicação, a pessoa ingere a toxina que já estava no alimento, ou seja, o problema não é o micróbio em si, mas a substância que ele produziu. Por isso, na intoxicação, os sintomas costumam aparecer mais rápido, em poucas horas após a ingestão”, completou.

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Dr. Marcelo Silva (CRM 107.18 MT | CRM-SP 153.750) Médico especialista em Nutrologia pela USP, com formação internacional em tratamento da obesidade, com cursos como - Blackburn Course in Obesity Medicine da Harvard Medical School. CEO do Complexo Afthonos, maior complexo no seguinte do Centro oeste, referência nacional em medicina integrativa, prevencao de doencas, longevidade e emagrecimento. Com mais de 15 mil pacientes atendidos ao longo de 8 anos de atuação, é reconhecido por sua abordagem moderna, provocadora e sem modismos, unindo ciência, saúde preventiva e qualidade de vida.