Após Fernanda Motta revelar como foi a descoberta de câncer, médico avalia: ‘Dor e coragem’
Médico oncologista conversou com a CARAS Brasil para explicar sobre o tratamento do câncer de mama, diagnosticado em Fernanda Motta em 2019

Recentemente, Fernanda Motta relembrou como foi a descoberta de um câncer. Em 2019, ela foi diagnosticada com um tumor de mama agressivo e raro e passou por várias sessões de quimioterapia. Agora, ela está em remissão e aguarda pela notícia da cura quando completar 7 anos do fim do tratamento.
“Descobri a doença no início, em julho de 2019, ao apalpar o seio esquerdo durante o banho e sentir um carocinho. Sempre fui atenta ao meu corpo. O câncer era do tipo triplo-negativo, mais agressivo e raro. Por isso, meu médico prefere falar (em cura) em sete anos. Hoje, não tomo nenhuma medicação, faço apenas exames periódicos a cada seis meses. Eu me exercito, pratico hot ioga e cuido da alimentação“, disse, em entrevista ao Jornal O Globo.
Quais são os principais fatores de risco para o câncer de mama?
“Há fatores não modificáveis, nos quais não podemos interferir: sexo, idade e histórico familiar. Mas há outros tantos que são modificáveis e que podemos reduzir diariamente: controlar peso ideal, exercitar-nos, reduzir ingestão de bebidas alcoólicas, não fumar, e lembrar sempre: nunca fazer terapia de reposição hormonal sem supervisão médica”, é o que diz, em conversa com a CARAS Brasil, o oncologista Dr. Elge Werneck.
O especialista explica que o diagnóstico é feito a partir do achado de uma lesão ao exame físico com lesão suspeita, e o ideal, claro, é procurar o especialista. A confirmação da doença vem através da biópsia, normalmente realizada através do agulhamento da lesão guiada pela ultrassonografia de mama.
“As informações dessa biópsia são críticas na decisão terapêutica, nos próximos passos e no prognóstico dessa patologia. Em relação ao estadiamento, que é a extensão da doença no organismo, é imprescindível fazer tomografias, ressonâncias ou ainda o PET-Ct, um novo tipo de tomografia que oferece melhor acuraria e resultados mais confiáveis”.
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Tratamento
“O tratamento é sempre individualizado, levando em consideração o subtipo do tumor (hormonal, HER2 positivo ou triplo-negativo), o estágio da doença, a idade da paciente, comorbidades e preferências pessoais”, explica, também, a médica oncologista Dra. Isabella Drumond Figueiredo.
Ela diz que as principais modalidades incluem cirurgia, quimioterapia, terapia endócrina (hormonal), terapia-alvo e imunoterapia, que podem ser usadas isoladamente ou em combinação.
Após o término do tratamento, o acompanhamento é extremamente importante. “Nos primeiros anos, as consultas costumam ser trimestrais, com exame físico e exames de imagem periódicos. O seguimento serve para monitorar possíveis efeitos colaterais tardios do tratamento e reforçar hábitos de vida saudáveis”.
Mensagem às mulheres que receberam o diagnóstico
O Dr. Elge diz: “Mulheres, esse é um momento de dor e de coragem. Óbvio que ninguém está preparado pra enfrentar o câncer, por outro lado, ele deve ser visto como um obstáculo transitório na vida e que, como outros tantos, será vencido e se tornará apenas uma lembrança. As novas tecnologias, associada a melhores cirurgias, estão modificando as chances de cura, o que faz com que a maioria dos casos sejam enfrentados com maior otimismo”.
“O tripé fé, família (amigos) e equipe médica é fundamental nessa caminhada. Acredite: por mais árduo que seja, você vencerá essa luta. De uma forma ou de outra, as conquistas chegarão dia após dia. Confie. O que a vida espera de nós é coragem”, completa.
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