A atriz Vera Fischer, de 74 anos, passou por uma cirurgia nos últimos tempos e ficou longe da internet enquanto se recuperava. Nesta quinta-feira, 2, a estrela falou pela primeira vez sobre o procedimento cirúrgico para explicar o motivo de seu sumiço.
A veterana passou por uma cirurgia de artroplastia total de joelho, que é um procedimento que substitui superfícies articulares danificadas por próteses. A estrela contou que teve desgaste dos joelhos ao longo de sua vida, já que foi dançarina durante muito tempo e também teve longas jornadas de trabalho como atriz na TV e no teatro, o que sobrecarregou suas articulações do joelho.
“Durante as últimas semanas, muitas pessoas me perguntaram por que eu estava mais quietinha, aparecendo menos e praticamente sem sair de casa. Hoje chegou a hora de dividir com vocês o motivo. Recentemente, passei por uma artroplastia total de joelho. Foi uma decisão importante, tomada com serenidade, cercada por uma equipe médica extraordinária e muito amor. Não contei antes porque precisava viver esse momento com calma, respeitando o meu tempo e concentrando toda a minha energia na recuperação“, disse ela em um post no Instagram.
E completou: “Meu joelho carregou uma vida inteira de histórias. Dançou até o amanhecer nos anos 70, 80 e 90, enfrentou incontáveis horas de gravação, acompanhou décadas de trabalho e, mais recentemente, encarou temporadas de teatro, subindo e descendo escadas em cena noite após noite. Ele esteve comigo em cada passo da minha trajetória. E, como acontece com todos nós, uma hora o corpo pede cuidado“.
A atriz finalizou ao contar que está bem e recuperada, tanto que já voltou ao trabalho. “Hoje começo um novo capítulo. Fiz meu primeiro trabalho após este novo joelho!!! E quero dizer uma coisa a quem está enfrentando qualquer desafio: nunca subestime a força que existe dentro de você. A verdadeira Mulher-Maravilha não é aquela que nunca cai. É aquela que encontra coragem para se levantar, quantas vezes forem necessárias“, finalizou.
Artroplastia total de joelho: Entenda como funciona a cirurgia que devolve a mobilidade perdida
A artroplastia total de joelho consiste em um procedimento cirúrgico que realiza a substituição completa das superfícies doentes e desgastadas da articulação. Ao contrário do que muitos imaginam, o cirurgião não remove o joelho inteiro do paciente. Na verdade, o especialista realiza cortes milimétricos e precisos para raspar a cartilagem danificada e pequenas porções de osso doente no final do fêmur e no início da tíbia.
Após essa preparação, implantes especiais de liga metálica e um espaçador de polietileno, um tipo de plástico altamente resistente que faz o papel da cartilagem macia, são fixados com o uso de um cimento ósseo ortopédico. Em alguns casos, a parte interna da patela, o osso da frente do joelho, também recebe um revestimento artificial. Todo o processo leva em torno de duas horas.
Para quem a cirurgia é indicada
A indicação da prótese de joelho é baseada na intensidade dos sintomas e no impacto real da dor na rotina do paciente, e não apenas nos achados de exames de imagem. O procedimento é recomendado principalmente nos seguintes cenários:
- Artrose Avançada: Também chamada de osteoartrite, é o desgaste natural ou acelerado da cartilagem que faz os ossos entrarem em atrito direto.
- Artrite Reumatóide: Condição inflamatória crônica que destrói a membrana sinovial e destrói as superfícies articulares com o tempo.
- Deformidades Graves: Quando o desgaste faz a perna entortar visivelmente para dentro (joelho varo) ou para fora (joelho valgo).
- Dor Incessante: Casos em que o paciente sente forte desconforto mesmo estando em total repouso ou durante a noite, prejudicando o sono.
A maioria dos pacientes operados possui idade entre 50 e 80 anos, mas a avaliação sempre deve ser individualizada por um ortopedista especializado.
Como funciona a reabilitação e o pós-operatório
Uma das maiores surpresas para os pacientes é que a reabilitação começa praticamente de imediato. Graças à evolução das técnicas cirúrgicas e anestésicas em 2026, a maioria das pessoas consegue ficar em pé e dar os primeiros passos, com o auxílio de um andador ou muletas, logo no dia seguinte ou em até 24 horas após a operação. O tempo de internação hospitalar costuma variar entre dois e três dias.
A fisioterapia precoce e contínua é o verdadeiro segredo para o sucesso do procedimento. Durante as primeiras semanas em casa, o paciente realiza exercícios isométricos para fortalecer os músculos da coxa e treinos específicos para recuperar a capacidade de dobrar e esticar a perna completamente. O uso correto de medicações analgésicas e anticoagulantes prescritas pelo médico ajuda a evitar dores e previne complicações graves, como a trombose venosa profunda.
Fontes: Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO/Ministério da Saúde), Hospital Israelita Albert Einstein, Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), Mayo Clinic, Dr. Pedro Giglio (Especialista em Joelho).
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