Bem-estar e Saúde / O QUE ELA TEVE?

Aos 40 anos, Erika Januza revela diagnóstico e médico alerta: ‘É um quadro mais grave’

A atriz Erika Januza precisou ser hospitalizada após receber um diagnóstico e atualizou o público sobre seu estado de saúde

Erika Januza já recebeu alta hospitalar após o diagnóstico de pielonefrite - Foto: Reprodução/Instagram
Erika Januza já recebeu alta hospitalar após o diagnóstico de pielonefrite - Foto: Reprodução/Instagram

A rotina intensa de gravações e compromissos profissionais foi interrompida por um susto inesperado. Aos 40 anos, a atriz Erika Januza surpreendeu fãs e seguidores ao precisar ser internada em um hospital no Rio de Janeiro após apresentar um quadro de pielonefrite. Segundo informações do Gshow, a famosa recebeu alta hospitalar na sexta-feira, 17.

“Estou no hospital tratando uma pielonefrite […] A dor na coluna, na verdade, era o meu rim aumentado de tamanho. O que eu sentia já era a infecção, que quase atingiu o outro. Vim para cá na hora certa”, declarou Erika Januza nas redes sociais enquanto ainda estava hospitalizada.

Erika Januza - Foto: Reprodução / Instagram
Erika Januza – Foto: Reprodução / Instagram

Opinião do médico especialista

Para entender mais sobre o assunto, a CARAS Brasil entrevista o Dr. Igor Maia Marinho — médico infectologista da Clínica Sartor, formado pela Faculdade de Medicina da USP e com residência médica em Moléstias Infecciosas e Parasitárias pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), que explica sobre o assunto.

O médico informa que a pielonefrite é uma infecção bacteriana do trato urinário com acometimento do rim, sendo considerada uma infecção urinária “alta”.

“Na maioria das vezes, ela começa como uma infecção na bexiga e depois sobe para os rins. É um quadro mais grave do que a cistite simples porque pode causar febre alta, dor lombar e, em casos mais graves, levar a complicações como a sepse em que há um comprometimento sistêmico”, declara.

Quais os sinais?

Os sintomas mais comuns são:

  • Febre;
  • Calafrios;
  • Dor nas costas ou na lateral do abdome;
  • Ardor para urinar;
  • Aumento da frequência urinária;
  • Urgência miccional;
  • Náuseas e vômitos

“A urina também pode ficar turva, com mau cheiro ou até com sangue. Em idosos, às vezes o quadro pode ser mais inespecífico, inclusive com confusão mental”, diz.

Exige atenção

Segundo informações da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), a infecção do trato urinário é uma das causas mais comuns de infecção na população geral. Vale lembrar que este diagnóstico pode acometer somente o trato urinário baixo, sendo chamada de cistite, ou afetar também o trato urinário superior (infecção urinária alta), sendo chamada de pielonefrite.

“É um problema relativamente comum, especialmente em mulheres. Isso acontece porque a uretra feminina é mais curta e mais próxima da região anal, facilitando a entrada de bactérias no trato urinário de um mofo geral. Além disso, alguns fatores aumentam o risco, como cálculo renal, obstrução urinária, gravidez, uso de sonda, diabetes, imunossupressão e alterações que dificultem o esvaziamento da bexiga”, menciona o Dr. Igor Maia Marinho.

Qual o tratamento?

É importante reforçar que cada caso é individual e exige acompanhamento com um médico especialista para avaliação. O tratamento é feito com antibióticos, e a escolha depende da gravidade do quadro, do perfil do paciente e, quando possível, do resultado da urocultura.

“Casos mais leves podem ser tratados com antibiótico por via oral, enquanto quadros mais importantes podem exigir medicação na veia. Também é importante controlar dor, febre, náuseas, hidratar adequadamente e investigar se existe algum fator associado, como pedra no rim ou obstrução urinária”, finaliza.

Leia também: No hospital, Erika Januza revela detalhes do diagnóstico: ‘Muita dor nas costas’

CONFIRA UMA PUBLICAÇÃO RECENTE DA ATRIZ ERIKA JANUZA NAS REDES SOCIAIS:

 

Ver esta publicação no Instagram

 

Uma publicação partilhada por Erika Januza (@erikajanuza)

Dr. Igor Maia Marinho é médico infectologista (CRMSP 175898) formado pela Faculdade de Medicina da USP, com residência médica em Moléstias Infecciosas e Parasitárias pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), onde atualmente atua como preceptor e em atividades com os alunos e médicos em formação. Atualmente, é médico na Clínica Sartor. Além da formação no Brasil, possui fellowship em um dos melhores hospitais do mundo, a Cleveland Clinic (Ohio - MA) em Infectologia.