Aos 26 anos, rainha de bateria tem mudança drástica na alimentação e médico avalia: ‘O corpo pode apagar’
Influenciadora intensificou preparação para desfile com dieta de alta performance; nutrólogo analisa os riscos e benefícios dessa estratégia de "combustível"

A contagem regressiva para o Carnaval já começou e a preparação de quem vai brilhar na Avenida entra em um nível de exigência altíssimo. Aos 26 anos, Virginia Fonseca não esconde que intensificou sua rotina para assumir o posto de Rainha de Bateria da Grande Rio. Com uma equipe multidisciplinar- que inclui treinador de alta performance e chef de cozinha – a influenciadora adotou uma alimentação rigorosamente controlada, apostando até em “intra-treino” com carboidratos e eletrólitos para garantir energia.
Mas será que essa mudança drástica é segura? Para entender o impacto dessa estratégia na saúde e na performance, a CARAS Brasil conversou com o médico nutrólogo Rubem Regoto, que analisou o protocolo adotado pela influenciadora.
Dieta deixa de ser estética e vira combustível
Segundo o especialista, quando a preparação atinge a fase final, o objetivo da alimentação muda drasticamente. O foco deixa de ser apenas a beleza e passa a ser a resistência física necessária para aguentar o peso da fantasia e o calor da Sapucaí.
“Quando entra a fase ‘avenida’, a dieta deixa de ser só estética e vira combustível e também recuperação”, explica Dr. Rubem Regoto. “A Nutrologia ajusta três coisas: timing (hora certa), densidade energética (comer o que rende) e tolerância (o que não pesa no estômago). É como afinar um motor. Você não troca a peça, você calibra para não falhar no meio da corrida, no caso, no meio do show na avenida.”
A estratégia do intra-treino
Um dos pontos que chamou atenção na rotina de Virginia foi o uso de suplementação durante os ensaios. Para o médico, a tática é correta e vital para evitar que a Rainha “apague” durante o desfile.
“Faz sentido quando o esforço é longo, intenso, no calor e com muito suor, típico de ensaio e desfile. O carboidrato mantém a ‘energia rápida’ do corpo, glicose estável e menos quebra de disposição. Os eletrólitos ajudam a conduzir o sistema, menos mal-estar, menos queda de rendimento e melhor resistência até o final”, pontua o nutrólogo.
Ele ainda alerta sobre os riscos de subestimar a hidratação e a reposição energética: “Não brincar com o combustível: se a pessoa fica horas suando e não repõe energia, a sensação é clássica, ‘a perna bambeia’ e a força some, a cabeça pesa, o corpo pode até apagar.”

O polêmico controle do sal
Para aparecer “seca” e definida nas fotos e na TV, muitas musas cortam o sal. Dr. Rubem confirma que a prática é comum para deixar o corpo “previsível” e reduzir o inchaço, mas faz um alerta severo sobre os limites.
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“O risco é passar do ponto: sal baixo demais gera muito suor e com isso: tontura, fraqueza, cãibra e queda de performance. No Carnaval, o sal pode ser vilão… ou aliado seguro de bom funcionamento, dependendo do quanto a pessoa sua e do plano de hidratação”, avalia.
Dicas para não passar mal na Avenida
Seja para Virginia ou para quem vai curtir a folia nos blocos, o médico lista três mandamentos para evitar a desidratação: “Chegar hidratada, pois não dá para querer ‘recuperar’ no meio do caminho. Repor líquidos em pequenos goles, sem exagero de uma vez.”
Além disso, manter a disciplina mesmo após o desfile ou ensaio exaustivo é o segredo para a recuperação muscular: “É positivo porque a performance ama previsibilidade. Depois de um ensaio pesado, o corpo pede ‘recompensa rápida’ e aí nasce o exagero. Quando a pessoa mantém o plano, ela protege duas coisas: recuperação muscular e controle de apetite. Disciplina aqui não é rigidez: é liberdade de não sair do trilho e cair de rendimento”, ensina o especialista.
Cuidados pós-Carnaval
Passada a euforia da Marquês de Sapucaí, voltar à rotina exige cautela para evitar o efeito rebote. Regoto sugere uma transição suave, “em escada”, normalizando primeiro o sono e a hidratação antes de liberar a alimentação: “Ajustar carboidratos conforme o treino cai de intensidade, mantendo proteína e fibras para segurar a fome. Assim você evita o efeito rebote: o corpo não entende de festa, ele na verdade entende de rotina.”
Por fim, o médico ressalta que o protocolo de uma celebridade não deve ser copiado sem orientação: “Precisa individualizar. O que é perfeito para uma rotina de alto gasto pode ser desastroso para outra pessoa: quem tem pressão alta, ansiedade, compulsão, gastrite, refluxo, ou treina pouco, não deveria copiar. Essa estratégia é ‘sob medida’: depende de treino, suor, exames, sono e histórico clínico”, finaliza.
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