Ana Hickmann relembra violência doméstica e especialista faz alerta: ‘Traumatizante’
Na última segunda-feira (23), Ana Hickmann publicou um vídeo falando sobre a violência doméstica que sofreu de seu ex-marido, Alexandre Correa

Na última segunda-feira (23), Ana Hickmann (44) publicou um vídeo em seu canal do YouTube em que respondeu a uma série de perguntas enviadas por seus fãs. Além de falar sobre relacionamento, superação e muito mais, a apresentadora relembrou o momento em que foi vítima de violência doméstica por parte de seu ex-marido, Alexandre Correa (49).
Em entrevista à CARAS Brasil, Cintia Castro explica que o impacto da violência não se limita ao momento da agressão, ele deixa rastros que podem durar uma vida inteira. “O medo constante se transforma em ansiedade, levando a um estado de alerta permanente. Essa mulher pode sentir que está sempre sob a ameaça de um novo ataque, não apenas de seu parceiro, mas do mundo à sua volta, que parece não oferecer um porto seguro. O resultado é um ciclo vicioso de estresse, que se manifesta em problemas como insônia, depressão e até distúrbios alimentares“, diz.
“Além disso, a autoestima da mulher é dilacerada. Através de palavras cruéis e ações degradantes, ela é levada a acreditar que não vale nada, que está sozinha e sem apoio. Essa desvalorização impacta enormemente sua identidade e sua autoimagem. Elas podem viver com a sensação de que é impossível sair dessa situação e se sentir dignas de amor e respeito. Essa luta diária pode levar a consequências mais sérias, como transtornos de estresse pós-traumático“, acrescenta.
A psicanalista destaca que o fato de Ana Hickmann estar em uma batalha judicial com Alexander Correa pode afetar ainda mais sua saúde mental: “Enfrentar uma briga judicial com um ex-marido, especialmente após experiências de violência doméstica, pode ser uma verdadeira tempestade emocional, e isso se intensifica para uma figura pública como Ana Hickmann. É crucial entender que, por trás das câmeras e dos flashes, existe uma pessoa vulnerável lutando contra os fantasmas de um passado traumatizante“.
“Vale falar que cada audiência é como um golpe na já fragilizada autoestima, um lembrete do controle que uma vez foi exercido sobre ela. Reviver memórias dolorosas, cada vez que um documento é apresentado ou que sua vida privada é exposta ao público, não é apenas desafiador, é devastador. A ansiedade, estresse e depressão podem se manifestar como resultados diretos desse tormento. Adicione a isso o peso da opinião pública. Cada passo em busca da justiça acontece sob um holofote implacável. É uma luta não apenas por reconhecimento legal, mas também pela preservação de sua identidade, o que pode deixá-la ainda mais angustiada“, finaliza sobre o caso da apresentadora.
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