Ana Castela fala sobre diagnóstico delicado e médico alerta: ‘Passa despercebido’

Cantora revela condição após consulta e especialista destaca que diagnóstico pode ocorrer tardiamente, mesmo com sintomas presentes desde a infância

Ana Castela fala sobre diagnóstico delicado e médico alerta: ‘Passa despercebido’
Ana Castela fala sobre diagnóstico delicado e médico alerta: ‘Passa despercebido’ - Foto: Reprodução/Redes sociais

Recentemente, Ana Castela usou as redes sociais para revelar que foi diagnosticada com Transtorno de Déficit de Atenção (TDA). Em vídeos publicados, a artista contou que recebeu o resultado após uma consulta médica e afirmou que a descoberta trouxe mais clareza sobre comportamentos ao longo da vida.

Segundo ela, o diagnóstico ajudou a explicar dificuldades que antes não tinham uma causa definida. A cantora também afirmou que ainda dará continuidade à investigação com acompanhamento de uma neuropsicóloga.

“Acabei de sair da consulta e eu vou te falar: agora a minha vida fez sentido, agora eu entendi tudo já. Eu tenho que passar na neuropsicóloga também. Mas, gente, agora sim a vida é linda, agora sim a vida é bela”.

Diagnóstico tardio é mais comum do que parece

O caso da cantora reacende a discussão sobre diagnósticos feitos na vida adulta. De acordo com o neurologista Dr. Matheus Trilico, esse tipo de situação é frequente, incluindo em diagnósticos de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade).

“O TDAH não surge na vida adulta, mas muitas vezes passa despercebido na infância, especialmente em pessoas que conseguem compensar os sintomas ao longo da vida. O problema é que isso cobra um preço emocional alto”.

Segundo o especialista, receber o diagnóstico pode levar o paciente a reinterpretar experiências passadas. Situações relacionadas à escola, trabalho e relações pessoais passam a ser analisadas sob uma nova perspectiva.

“É comum que o paciente olhe para trás e entenda situações da vida sob uma nova perspectiva — dificuldades escolares, profissionais e até nos relacionamentos”.

Tratamento pode melhorar qualidade de vida

Com a identificação correta do transtorno, o paciente passa a ter acesso a diferentes formas de tratamento. O acompanhamento pode incluir suporte médico, terapia e, em alguns casos, uso de medicação.

“Quanto antes o paciente entende seu funcionamento, mais ferramentas ele tem para lidar com os desafios e potencializar suas habilidades”, completou o neurologista.

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Dr. Matheus Luis Castelan Trilico é médico pela Faculdade Estadual de Medicina de Marília (FAMEMA); Neurologista com residência médica pelo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC-UFPR); Mestre em Medicina Interna e Ciências da Saúde pelo HC-UFPR e tem pós-graduação em Transtorno do Espectro Autista. Referência em Autismo e TDAH em adultos. CRM 35805PR I RQE 24818.