A luta contra o câncer de mama continua: Claudia Ohana incentiva autoexame das mamas

Claudia Ohana chamou atenção ao fazer topless e reforçar a conscientização; especialista explica como a prevenção e os exames podem salvar vidas

Claudia Ohana - Foto: Reprodução Instagram

Em outubro, Claudia Ohana, aos 62 anos, compartilhou nas redes sociais um clique de topless para reforçar a importância do autoexame das mamas e a conscientização sobre o câncer de mama. Segundo o oncologista Dr. Ramon Andrade de Mello, do Centro Médico Paulista High Clinic Brazil, casos de mulheres que ainda sentem receio de realizar exames preventivos são comuns no Brasil, muitas vezes motivados por estigmas e tabus que associam a doença a uma sentença de morte. De acordo com o médico, o câncer de mama, quando detectado e tratado precocemente, apresenta altas taxas de cura, graças às tecnologias de rastreio, diagnóstico e tratamento disponíveis atualmente.

Patrícia Pillar, Jane Fonda, Elba Ramalho… o que essas famosas têm em comum? Elas tiveram que lutar contra o câncer que mais vitimiza mulheres no mundo: o de mama. Apesar do mês de conscientização ter passado, a prevenção e o diagnóstico precoce continuam essenciais.

Riscos de postergar exames

Conforme o especialista, postergar a realização da mamografia pode fazer com que a paciente perca a janela de oportunidade para um diagnóstico precoce, reduzindo as chances de cura. Ele recomenda que todas as mulheres procurem um oncologista regularmente e sigam as orientações sobre quais exames realizar, ressaltando que os benefícios do rastreio superam qualquer desconforto ou medo que o exame possa causar.

De acordo com o Dr. Ramon Andrade de Mello, as recomendações de rastreio variam conforme a idade: mulheres entre 40 e 50 anos devem iniciar a consulta com o oncologista e realizar a mamografia a cada dois anos, enquanto, a partir dos 50 anos, o exame deve ser anual. Ele destaca ainda que, além da mamografia, existem métodos modernos como a biópsia líquida TrueCheck, que permite a detecção do câncer de mama de forma não invasiva, por meio de exames de sangue, oferecendo diagnóstico preciso mesmo antes de sintomas surgirem.

O oncologista reforça que a tecnologia tem sido aliada fundamental na detecção precoce do câncer de mama. Conforme ele, softwares de inteligência artificial, telemedicina e laudos emitidos remotamente permitem que pacientes de qualquer região tenham acesso a especialistas e acompanhamento médico de qualidade. Segundo Dr. Ramon Andrade de Mello, vencer o medo e procurar os recursos disponíveis é essencial para garantir um diagnóstico precoce e aumentar as chances de cura da doença.

Dr. Ramon Andrade de Mello (CRM-SP: 181245 RQE: 67356) Médico oncologista do Centro Médico Paulista High Clinic Brazil (São Paulo), vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia, Pós-Doutor clínico no Royal Marsden NHS Foundation Trust (Inglaterra), pesquisador honorário da Universidade de Oxford (Inglaterra), pesquisador sênior do CNPQ (Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico), Brasil, vice-líder do programa de Mestrado em Oncologia da Universidade de Buckingham (Inglaterra), Doutor (PhD) em Oncologia Molecular pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (Portugal). Tem MBA em gestão de clínicas, hospitais e indústrias da saúde pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), São Paulo. É pesquisador e professor do Doutorado da Universidade Nove de Julho (UNINOVE), de São Paulo. Membro do Conselho Consultivo da European School of Oncology (ESO). O oncologista tem mais de 122 artigos científicos publicados, é editor de 4 livros de Oncologia, entre eles o Medical Oncology Compendium, Elsevier, de 2024. É membro do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, e do Centro de Diagnóstico da Unimed, em Bauru, SP. Instagram: @dr.ramondemello