Beleza / Alopécia androgenética

Entenda por que o cabelo de Maiara ficou tão curto e diferente: ‘Já não tinha mais cabelo’

Maiara, da dupla com Maraisa, confessa tudo o que aconteceu com seu cabelo ao longo dos anos e que a fez ficar com o cabelo natural curto

Maiara revela tudo o que aconteceu com seu cabelo natural - Foto: Reprodução / Instagram
Maiara revela tudo o que aconteceu com seu cabelo natural - Foto: Reprodução / Instagram

A cantora Maiara, da dupla com Maraisa, surpreendeu os fãs ao aparecer com seu cabelo natural à mostra há poucos dias. Ela mostrou que seus fios naturais estão mais finos e curtos do que as perucas que ela usa quando está no palco ou em eventos profissionais. Com toda a repercussão, a estrela confessou os detalhes do que aconteceu com seu cabelo.

A estrela contou que sofreu com a alopécia androgenética, que causa da queda dos fios, e também com os efeitos do uso de megahair durante muitos anos. Estes fatores fizeram com o que o cabelo dela caísse e tivesse falhas na cabeça. Depois de quase perder todo o cabelo natural, a estrela resolveu aderir ao uso de ‘laces’, que são perucas sofisticadas, para conseguir tratar o seu cabelo natural e recuperá-lo.

O relato da cantora

Em um vídeo de Carlos Cirqueira, que é o responsável pelas laces que ela usa, Maiara contou os detalhes de sua história com o cabelo. “Eu sou uma pessoa que eu uso muita lace, né? E a lace foi para mim a grande salvadora da da pátria. Eu sempre usei amarração. Eu usei todos os tipos de métodos que você imaginar pro cabelo. Desde os meus 14 anos, que eu entendo por gente, desde da época comecei a cantar para poder ter uma imagem. A gente que trabalha com imagem, a gente sempre tá preocupado também. E cabelo é uma coisa que a mulher sempre se preocupa. O cabelo também fala da autoestima da mulher“, disse ela.

“E o que que aconteceu com o meu cabelo, gente? Ele foi caindo, ele foi quebrando com alguns métodos e algumas formas que eu usei, que chegou a atrapalhar o crescimento do meu cabelo. E eu cheguei num ponto aonde eu já não tinha mais cabelo. Além de tudo isso, eu tenho também a alopécia androgenética. Então, há uns 4 anos que eu vim usando a lace. Não dava nem para mostrar [o cabelo]. Nem o bubo tinha mais em alguns lugares”, disse ela.

Então, ela contou que, hoje em dia, seu cabelo tem a aparência de quando ela era criança. “Esse é o meu cabelo de criança. Desde os meus 14 anos, as pessoas me conheceram com outro tipo de coisas que alisamento e também com alongamentos. Esse aqui é meu cabelo natural. O meu cabelo é um cabelo fino que e ele demanda um certo cuidado e assim a melhor coisa que eu fiz para preservar o meu cabelo foi o uso da lace. Eu tenho 38 anos e eu tô com meu cabelo dos meus 5 anos de idade. Isso para mim é uma grande vitória”, finalizou.

Assista ao vídeo:

@carloscirqueirahairlookMaiara uma Amiga cliente que o meu trabalho me deu. Há dores que não sangram, mas doem todos os dias. A alopecia androgenética é uma delas. Silenciosa, progressiva, insistente. Ela não escolhe profissão, sucesso ou palco. Ela chega, fragiliza o fio, mexe com a autoestima e obriga muitas mulheres a buscarem alternativas para continuar se reconhecendo no espelho. Quando falamos da Maiara & Maraisa, e em especial da trajetória da Maiara, falamos de algo que vai muito além da estética. Falamos de uma mulher que, como tantas outras, enfrentou a fragilidade capilar agravada pelo uso contínuo de mega hair, químicas e rotinas intensas. Tudo isso em um corpo que trabalha, canta, performa e paga um preço alto por isso. As laces não surgem como vaidade. Elas surgem como acolhimento. Como uma ponte entre a dor e a liberdade de voltar a se sentir inteira. Elas não escondem fraquezas, elas protegem fios fragilizados, respeitam o tempo do couro cabeludo e devolvem algo essencial: a escolha. Porque quantas mulheres você conhece que já tentaram tudo? Vitaminas, tratamentos, promessas milagrosas, procedimentos dolorosos… tudo para não perder algo que, culturalmente, sempre nos disseram que era sinônimo de feminilidade, força e identidade. Usar uma lace não é desistir do cabelo natural. É dizer: “eu não vou esperar estar destruída para me sentir bem”. Existe uma cultura cruel que exige que a mulher aguente, sofra em silêncio e ainda sorria. Mas existe também uma nova cultura, a da liberdade, da autonomia, do cuidado real. Uma cultura onde cada mulher escolhe o que a faz se sentir viva, bonita e segura, sem precisar pedir permissão ou se justificar. As laces representam isso: não uma máscara, mas um abraço. Não uma mentira, mas uma solução consciente. Não um esconderijo, mas um recomeço. Se esse texto tocou você, saiba: você não está sozinha. Milhares de mulheres passam pelo mesmo transtorno todos os dias. E todas elas têm o direito de se sentir bem agora, não quando a sociedade achar aceitável. Cabelo é identidade. Escolha é poder. E liberdade… é não ter que se explicar.♬ som original – Carloscirqueira

 

 

Priscilla Comoti é editora de conteúdo do site CARAS. Ela é formada em jornalismo e em audiovisual, já passou pelos sites Contigo!, Minha Novela, TiTiTi, Mais Novela e Portal Márcia Piovesan. Escreve sobre celebridades, notícias sobre a família real britânica, TV, reality show e novelas.