Karen Jonz e Lucas Silveira apresentam Sky
Pequena Sky colore e transforma rotina da skatista e do músico

Ela tem apenas oito meses, mas já é responsável por grandes mudanças na vida de Lucas Silveira (32) e Karen Jonz (31). Calma, risonha e dona de olhar curioso, a pequena Sky colocou a rotina dos papais de “ponta cabeça.” E eles estão adorando! “A gente brinca que nem se lembra mais como era antes da chegada dela”, disse o guitarrista e vocalista da banda Fresno. “É uma vida completamente diferente. Tudo o que fazemos é pela primeira vez. Então, cada dia é uma nova descoberta. Nosso tempo é todo voltado para ela”, emendou a skatista, no descolado lar paulistano da família. Por lá, quem reina, claro, é Sky. “Ela é bem-humorada, dorme bem e não chora, mas tudo isso tem um pouco de mérito dos pais, não é?”, divertiu-se Karen, campeã mundial de skate vertical.
Pais de primeira viagem, eles abriram mão de uma babá e estão tirando de letra os cuidados com a herdeira. “Não queríamos transferir nossas responsabilidades para outra pessoa. É um vínculo entre mãe e filho que deve ser construído”, destacou Karen. “Quando nasce uma mãe, nasce também um pai. Ajudo em tudo o que posso, troco fraldas, coloco para dormir, é minha obrigação”, frisou Lucas. A educação e a rotina também são diferenciadas. “Nunca demos chupeta e mamadeira para ela. No início, foi complicado, mas são escolhas que fizemos para facilitar lá na frente. Quero amamentar até os 2 anos”, disse a skatista, que optou pelo parto humanizado. “Pes – quisei muito na gravidez e continuo pesquisando para saber o que, de fato, é bom para minha filha. Não existe certo ou errado, o que existe são pais informados e desinformados”, emendou ela.
O nascimento de Sky trouxe uma nova visão para vocês?
Lucas – Agora, entendemos melhor nossos pais. Achava que minha mãe se preocupava demais comigo. Hoje, estou no lugar dela. Minha filha é prioridade. Quero ser o melhor pai do mundo.
Têm alguma preocupação em relação ao futuro dela?
Karen – Acho que você tem de acreditar na sua criação e ter fé naquilo que você plantou. Lucas – Você cria a criança com um lar, com amor e carinho e depois ela vai para o mundo. É preciso ter cuidado com as companhias. Eu, por exemplo, quando era adolescente, tinha algumas companhias que, se tivesse continuado ao lado delas, muita coisa teria dado errado na minha vida.
Ficaram mais próximos?
Karen – Sempre fomos parceiros em tudo. Ao mesmo tempo que nos aproximamos, nos afastamos em alguns aspectos. A gente não dorme mais na mesma cama. Sky dorme no berço, mas no meio da noite a coloco na cama comigo.
Lucas – Já no primeiro mês, percebemos que era impossível manter a antiga rotina. Fomos nos adaptando e sabemos que logo mais ela estará dormindo no quartinho dela, mas não me lamento de nada! As pessoas se desesperam com a ideia de ter filhos e ver toda sua rotina alterada. Isso é inevitável, vai acontecer, mas você não vai achar chato, vai adorar.
Como estão se saindo como mãe e pai?
Karen – Hoje, o banho é a única coisa que faço por mim, é a hora que tenho para ficar comigo mesma. Nesses primeiros meses, sei que preciso abrir mão de muitas coisas para estar com minha filha e sei que ela precisa de mim. Vou ter a vida inteira para tocar projetos pessoais, não tenho de me preocupar agora. Lucas ajuda muito e isso acaba facilitando.
Você canta para ela?
Lucas – É inevitável! Até pai que não é cantor faz isso. Nos últimos tempos, ela está entendendo mais as coisas e, quando coloco ela para ouvir uma música, fica quietinha. Eu e Karen temos até alguns projetos de desenho infantil, mas é uma coisa embrionária, ainda não saiu do papel.
Você encara com seriedade a questão da amamentação.
Karen – Quero amamentar Sky até os dois anos. Sei que, no futuro, isso fará diferença na vida e na saúde dela. Infelizmente, há mulheres que não conseguem amamentar e outras que não dão o leite materno por opção. Ainda existe falta de conscientização em relação a isso.
Vive fase sabática no skate?
Karen – Dei um tempo por conta da nova rotina, mas no skate não existe essa coisa de parar e voltar, competir e não competir. Houve períodos em que eu não estava grávida, não era mãe e não competi. Posso voltar a qualquer momento.