Dona de uma carreira repleta de trabalhos marcantes na televisão, a atriz Solange Couto acumula momentos inesquecíveis que atravessam gerações. Além de sua participação no BBB 26, a trajetória da artista reserva histórias dos bastidores de sua vida pessoal que poucos fãs conhecem.
Uma das maiores curiosidades envolve um relacionamento longo que a veterana viveu no passado com um ícone da música brasileira, mantido em total segredo do grande público por cinco anos. A história ocorreu entre a metade e o final dos anos 1970, período em que o mistério era a regra de ouro para a rotina do casal.
A união de Solange Couto com o cantor famoso durou cinco anos, entre 1975 e 1980, e nunca ganhou as páginas da imprensa da época. Os dois jamais foram vistos juntos em locais públicos e viveram um casamento inteiramente discreto, sem jantares, viagens ou aparições públicas que pudessem entregar o romance entre eles.
A regra dos bastidores na era dos galãs
Essa dinâmica rígida não era por acaso. Durante a era de ouro da indústria musical, os empresários de grandes cantores considerados galãs acreditavam que revelar um casamento poderia acabar com a imagem de solteiro do artista e afastar o público feminino.
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Para preservar o encanto em torno do artista e proteger as vendas de discos, esposas e namoradas de diversos astros da MPB permaneciam longe dos holofotes para não prejudicar o sucesso de seus parceiros. Solange Couto, inclusive, relembrou essa fase em uma participação no podcast Papagaio Falante, em 2022.
Na ocasião, a atriz abriu o jogo e revelou os bastidores do período em que foi casada com o músico. A veterana explicou que, na época, nomes como Roberto Carlos, Jerry Adriani e Wanderley Cardoso também não costumavam apresentar suas esposas publicamente.
O cantor com quem a artista era casada precisava seguir a mesma cartilha imposta, o que garantia a condição de eterno solteiro para os fãs. O marido secreto em questão era o cantor Sidney Magal, que estava no topo das paradas de sucesso naqueles anos.
Segundo relatos de Solange Couto, a vida a dois acontecia exclusivamente dentro de casa, impedindo que o casal desfrutasse de momentos simples do dia a dia ao ar livre. “As mulheres não eram apresentadas, não andavam juntos, não jantavam fora, não viajavam. A única hora que ficavam juntos era dentro da própria casa“, contou ela.

Por que Solange Couto e Sidney Magal se separaram?
O fim do casamento de Solange Couto e Sidney Magal aconteceu em 1980, quando os dois decidiram se separar e seguir caminhos diferentes. O término resultou em um afastamento definitivo que durou mais de quatro décadas, sem trocas de mensagens, ligações ou encontros casuais em eventos públicos.
De acordo com Solange, o rompimento não deixou brechas para uma amizade entre eles: “Tem 45 anos que a gente deixou de ter [um relacionamento]. Desde então, nós nunca mais nos falamos nem nos comunicamos. Nunca nos encontramos em eventos“, relatou ela em entrevista ao podcast.
O reencontro só aconteceu em 2016, quando Solange e Sidney se cruzaram no palco do Dança dos Famosos, no Domingão do Faustão. O ex-casal, por sua vez, manteve uma postura estritamente profissional diante das câmeras.
Solange Couto finalizou o assunto do passado explicando que não existe qualquer tipo de conflito com o ex-marido. A atriz ainda esclareceu o motivo de não citá-lo publicamente com frequência.
“A pessoa se ateve esses anos todos de falar meu nome em qualquer momento, em qualquer circunstância. Então, eu não tenho o direito de ficar falando o nome da pessoa. Sabe o nome disso? O nome disso é respeito. Não ficamos amigos e há uma distância absoluta“, concluiu a artista.

A carreira de Solange Couto
Com mais de quatro décadas dedicadas à arte, Solange Couto construiu uma carreira sólida e diversificada que a consagrou como um dos nomes mais carismáticos da teledramaturgia brasileira. A atriz iniciou sua trajetória artística na dança, ganhando destaque na dança ao integrar a famosa trupe do produtor Oswaldo Sargentelli antes de migrar definitivamente para as novelas.
Ao longo dos anos, Solange acumulou passagens marcantes por grandes produções, como as novelas Os Imigrantes (1981), Renascer (1993) e A Viagem (1994). No entanto, seu maior divisor de águas na carreira ocorreu em 2001 ao dar vida à inesquecível Dona Jura em O Clone, personagem que conquistou o país com o clássico bordão ‘Não é brinquedo, não!.
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