Bruna Trindade, filha única do cantor Netinho, usou as redes sociais para agradecer as manifestações de carinho recebidas após a morte do pai, aos 60 anos, na terça-feira, 13. Em meio ao luto, a médica também compartilhou imagens que relembram a trajetória do artista nos palcos, incluindo um vídeo de uma apresentação em cima de um trio elétrico.

Aos 28 anos, Bruna é fruto do relacionamento de Netinho com a jornalista Mariana Trindade, com quem o cantor foi casado entre 1997 e 2003. Em sua publicação, a jovem falou sobre a importância das mensagens de apoio neste período delicado e explicou que ainda não conseguiu responder a todas as pessoas que entraram em contato.

“Quero agradecer, de coração, por todas as mensagens de carinho, apoio e conforto que recebi pela partida do meu pai. Ainda estou vivendo esse momento difícil e não consegui responder a todos, mas saibam que cada mensagem foi recebida com muito carinho e fez toda a diferença para mim”, escreveu.

Na sequência, Bruna reforçou sua gratidão pelo afeto demonstrado ao pai e à família. “Obrigada por todo o amor dedicado a ele e por estarem conosco, de alguma forma, neste momento de tanta saudade”, declarou.

Netinho com a filha, Bruna Trindade — Foto: Reprodução/InstagramNetinho com a filha, Bruna Trindade — Foto: Reprodução/Instagram

Bruna Trindade, filha de Netinho, agradece carinho após morte do pai — Foto: Reprodução/InstagramBruna Trindade, filha de Netinho, agradece carinho após morte do pai — Foto: Reprodução/Instagram

Bruna Trindade, filha de Netinho, publica vídeo do paiBruna Trindade, filha de Netinho, publica vídeo do pai — Foto: Reprodução/Instagram

Quem é Bruna Trindade, filha de Netinho?

Formada em Medicina, Bruna trabalha como médica residente em Ortopedia. A jovem mantinha uma relação próxima com o pai e, em julho deste ano, recebeu uma homenagem especial do cantor nas redes sociais, quando ele celebrou o aniversário da filha.

Na ocasião, Netinho destacou o orgulho que sentia pela trajetória da herdeira e fez questão de demonstrar todo o seu amor. “Bruna completa hoje 27 anos de vida, mas continua sendo meu bebê”, escreveu o artista, em tom carinhoso.

O cantor também ressaltou as semelhanças entre os dois e exaltou a personalidade da filha. “Canceriana igual a mim, seu pai, sensível, emotiva, personalidade forte, determinada, uma delícia de gente. Minha filha, Dra. Bruna, te amo agora e te amarei por toda a Eternidade, minha querida!”, declarou.

Morte de Netinho

Netinho morreu na terça-feira, 13, em Salvador, na Bahia. O artista enfrentava um linfoma não Hodgkin, tipo de câncer que afeta o sistema linfático, desde março de 2025, quando precisou ser internado após apresentar fortes dores.

Antes de morrer, o cantor deixou uma mensagem direcionada aos fãs, amigos e familiares, em uma despedida que marcou seus admiradores.

Relembre a trajetória de saúde de Netinho

Nos últimos meses, Netinho passou por um novo período de tratamento após a doença voltar a se manifestar. Em maio deste ano, o cantor revelou que o câncer no sistema linfático havia retornado, quase um ano depois de alcançar a primeira remissão.

Durante esse período, ele recebeu acompanhamento médico no Hospital Aliança Star, em Salvador, na Bahia, sob os cuidados da oncologista Glória Bonfim Arruda.

Em setembro, depois de compartilhar vídeos e atualizações sobre o tratamento com seus seguidores, o artista optou por interromper temporariamente as publicações nas redes sociais. Na ocasião, sua equipe explicou que ele permanecia internado na capital baiana e precisava concentrar suas energias na recuperação.

“Netinho segue internado em Salvador e enfrenta novo tratamento de saúde. Neste momento delicado, o artista decidiu se afastar temporariamente das redes sociais para concentrar todas as suas energias no tratamento e na busca pela recuperação”, informou a assessoria naquele momento.

Linfoma não Hodgkin

O linfoma não Hodgkin reúne mais de 20 tipos de câncer, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). A doença afeta o sistema linfático e tem apresentado aumento no número de casos nas últimas décadas, especialmente entre pessoas com mais de 60 anos.

Para o período de 2026 a 2028, a estimativa do Inca é de 12.560 novos diagnósticos por ano no Brasil. Desse total, 6.580 casos devem ocorrer entre homens e 5.980 entre mulheres.

O sistema linfático integra as defesas do organismo e desempenha um papel importante no combate a infecções e outras doenças. Como esse tecido está distribuído por diferentes partes do corpo, o linfoma não Hodgkin pode surgir em diversas regiões.

Quais são os sintomas do linfoma não Hodgkin?

Os sinais da doença podem variar de acordo com a região afetada. De acordo com o Inca, alguns sintomas merecem atenção, principalmente quando persistem sem uma causa aparente.

Entre as principais manifestações estão:

  • Caroços ou aumento dos gânglios linfáticos no pescoço, nas axilas ou nas virilhas;
  • Suor noturno intenso;
  • Episódios de febre;
  • Coceira na pele;
  • Emagrecimento sem motivo aparente.

A presença desses sintomas não significa necessariamente que a pessoa tenha linfoma. No entanto, é importante procurar avaliação médica para investigar a origem dos sinais.

O que pode aumentar o risco da doença?

Algumas condições podem elevar as chances de desenvolver o linfoma não Hodgkin. Segundo o Inca, entre os fatores associados estão alterações no funcionamento do sistema imunológico e determinadas infecções.

Confira os principais fatores de risco:

  • Imunidade comprometida: pessoas com doenças genéticas hereditárias que afetam o sistema imune, indivíduos que utilizam medicamentos imunossupressores, como ocorre em alguns casos de transplante, e pessoas que vivem com HIV;
  • Infecções específicas: presença de vírus como Epstein-Barr, HIV-1 e HTLV-1, além da bactéria Helicobacter pylori, associada ao desenvolvimento de úlceras gástricas;
  • Exposição a substâncias químicas: contato com determinados agentes potencialmente associados à doença, como agrotóxicos, benzeno, aminas aromáticas, benzidina, bifenilos policlorados, tricloroetileno, tetracloreto de carbono e outros solventes orgânicos;
  • Exposição à radiação: radiação ionizante e ultravioleta também aparece entre os agentes mencionados na lista de exposições de risco.

A presença de um ou mais desses fatores não significa que a doença necessariamente será desenvolvida. A avaliação dos riscos deve considerar o histórico e as condições individuais de cada pessoa.

Como é feito o diagnóstico?

A investigação do linfoma não Hodgkin pode envolver diferentes exames, escolhidos de acordo com os sintomas e a suspeita clínica. Um dos principais procedimentos é a biópsia, que consiste na retirada de uma amostra de tecido, geralmente de um linfonodo, para análise laboratorial.

Outros exames podem ser solicitados para auxiliar na avaliação da doença, como tomografia computadorizada, ressonância magnética e punção lombar, conforme a necessidade de cada caso.

Identificar a doença e determinar sua extensão são etapas importantes para definir a estratégia terapêutica mais adequada. Ao perceber sintomas persistentes ou alterações incomuns no corpo, a recomendação é buscar orientação médica.

Quais são os tratamentos disponíveis?

A escolha do tratamento depende de fatores como o subtipo do linfoma, o estágio da doença e as condições gerais de saúde do paciente. A quimioterapia é uma das abordagens utilizadas e pode ser combinada com imunoterapia ou radioterapia, conforme a indicação médica.

Conheça as principais modalidades:

  • Quimioterapia: utiliza medicamentos para combater as células cancerígenas. Os remédios podem ser administrados por via oral ou intravenosa, e o esquema pode envolver a combinação de diferentes substâncias;
  • Imunoterapia: emprega medicamentos que atuam sobre alvos específicos relacionados às células do linfoma ou estimulam mecanismos do sistema imunológico para combater a doença;
  • Radioterapia: utiliza radiação para destruir células cancerígenas ou reduzir o tumor em regiões determinadas do corpo.

O acompanhamento especializado é fundamental para estabelecer o tratamento mais indicado para cada paciente, considerando as características específicas do linfoma e a resposta às terapias.

Vida pessoal

Netinho deixa uma filha, Bruna Trindade Andrade, de seu relacionamento com a jornalista Mariana Trindade.

Em entrevista à revista Quem, em 2008, o cantor também falou publicamente sobre sua bissexualidade. Na ocasião, comentou sobre experiências afetivas e compartilhou sua visão sobre a vida e a importância de aproveitar as oportunidades do presente.

“Já tive experiência homossexual. Foi há algum tempo, foi interessante. É a filosofia de que devemos passar por tudo na vida. Deus é energia, quando a gente morre é escuro total. Morreu, acabou. A oportunidade é agora. Não dá para deixar nada para depois”, declarou na entrevista.

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