O jornalista esportivo Juca Kfouri (76) confirmou a morte de sua filha primogênita, a psicóloga e psicanalista Camila Kfouri (48), em um texto publicado no UOL.
Quem foi Camila Kfouri?
Camila Kfouri era psicóloga, psicanalista, produtora audiovisual e DJ de música brasileira. Filha dos jornalistas Juca Kfouri e Leda Kfouri, ela era a única mulher entre os quatro filhos do comentarista esportivo. Discreta nas redes sociais, construiu uma trajetória profissional que passou pela saúde mental, pelo cinema e pela música.
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Formada em Psicologia, Camila atuou como psicoterapeuta e foi uma das fundadoras da Clínica da Cidade, instituição voltada ao atendimento popular. Durante a pandemia de Covid-19, atendeu pacientes on-line e também integrou a equipe da Clínica Pública de Psicanálise e o Laboratório de Estudos da Violência e Vulnerabilidade Social da Universidade Mackenzie.
Além da atuação clínica, trabalhou na produtora Conspiração Filmes e se dedicou à música como DJ, com repertório voltado à produção brasileira. Durante o período de isolamento social imposto pela pandemia, chegou a criar uma playlist no Spotify.
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Em um texto publicado no UOL após a morte da filha, Juca Kfouri relatou que Camila enfrentava problemas de saúde desde a infância. Aos seis anos, ela presenciou o avô paterno ser baleado durante um assalto na porta de casa. Ao se despedir, o jornalista mencionou as complicações de saúde que acompanharam a filha ao longo da vida, entre elas disfunção da glândula suprarrenal, compulsão e neuropatia diabética.
O texto comovente de Juca Kfouri
Em sua coluna no portal UOL, Juca Kfouri abriu o coração ao anunciar a morte de sua filha, Camila, aos 48 anos.
“Perdi hoje uma das paixões de minha vida. Sinto na carne a dor que imaginava ser a maior de todas. É. O maior de meus medos. Camila, a Camiloca, a Cam, minha Joaninha, a menina entre meus quatro filhos, resolveu ir embora depois de sofrer muito com doenças adquiridas desde que, aos 6 anos, viu o avô paterno ser alvejado em assalto na porta de casa, e desenvolver uma porção de sequelas.
Hoje a última vítima daquele dia não resistiu mais. Disfunção de supra-renal, gordura em família longilínia, cirurgia bariátrica, compulsão, e neuropatia diabética. Camiloca fez de tudo bem.
Produziu na Conspiração Filmes, foi DJ de música brasileira, formou-se em psicologia, fez boa clientela, amigas e amigas em profusão, e nos deixou, aos 48 anos. Não faço ideia de como será daqui para frente diante de tamanha agressão ao ciclo natural da vida. Só sei que a levarei comigo até o fim”, completou.

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